A incerteza do princípio da incerteza

Realmente vivemos num mundo de incertezas, onde até a incerteza é incerta. A Era Quântica começa com Max Plank, quando ele diz que a luz não se apresenta de forma contínua, mas em pacotes, ao quais deu o nome de quantum ou quanta, no plural. Depois, Albert Einstein aproveita essa ideia e ganha o Nobel com o efeito fotoelétrico. Assim começou nossa primeira incerteza na ciência: se a luz não se comportava como onda, como tinha sugerido Maxwell, e nem em quanta, como sugere Plank, então como a luz se comporta?

Simples, pode se comportar tanto como onda quanto como partícula ou pacotinho ou quantum, mais conhecido como fóton. E o fóton é a menor quantidade de luz existente, ou seja, o fóton é uma partícula elementar, não pode ser mais “dividida” e pode ser “flex”, tanto onda como partícula, depende do seu humor.

Mas o princípio de Heisenberg, formulado em 1927, diz que não podemos determinar com precisão e ao mesmo tempo a velocidade e a posição de uma partícula. Se sabemos a velocidade não sabemos onde ela está e vice-versa. Segundo esse princípio um simples observador poderia interferir na medição de um experimento. Pode parecer loucura, mas é assim que é e ponto final. Mas, na física não existe ponto final, todas as teorias possuem reticências. Ainda bem, não é mesmo, pois assim evoluímos cada vez mais.

Vivemos num mundo incerto? Sim, mas …

Nos últimos tempos essa teoria, que ainda não havia sido comprovada experimentalmente. Cientistas mais pessimistas achavam que essa teoria era pessimista demais e decidiram refazer os cálculos e… surpresa! Ela continha erros matemáticos. Assim, usaram um aparato que avalia as interferências, mesmo que muito pequenas, com relação ao estado inicial. Utilizaram a polarização de um único fóton antes e depois de entrar no aparato e o resultado foi que a interferência da medição era tão pequena que não sustentava o princípio da incerteza.

“Cada execução nos dava apenas uma minúscula quantidade de informação sobre o distúrbio, mas, repetindo o experimento muitas vezes, nós pudemos ter uma ideia muito boa sobre quanto o fóton foi afetado,” disse Lee Rozema, um dos idealizadores do experimento.

Só resta saber se isso será reconhecido e confirmado, ou seja, continuamos na incerteza do Princípio da Incerteza.

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