PENSE…

Caros usuários, desculpem a enorme interrupção na publicação dos textos… Muitas coisas aconteceram nesse período, mas venho dizer que o site está de volta à ativa!

Para começo de conversa gostaria de citar algumas observações que tive hoje.

Vi um vídeo de um anônimo falando sobre os kits gays que o Governo criou e gerou tanta polêmica. Das palavras dele algo se destacou: “…se o preconceito é a questão, porque não criar kits para negros?” podem não ter sido exatamente essas palavras, mas o contexto foi esse. Realmente. Os negros sofreram discriminação e ainda sofrem mesmo nas escolas mais ricas (que por acaso a porcentagem de negros é mínima) e ninguém trata isso na TV, porque se tornou NORMAL.

Agora você, que curte muito tecnologia e Ciência, vem me perguntar: “Por que tratar esse assunto nesse tipo de site?” simplesmente pelo fato de que toda essa discussão, esse bafafá cresceu devido à tecnologia! O Youtube, o Facebook, o Twitter, o Orkut… todos esses meios que crescem mais que tudo, têm discutido esses assuntos. Mas não pense que quem jogou em pauta foram os donos dos sites, porque pra eles isso tanto faz. Quem fez tudo isso acontecer foram os próprios internautas, que hoje são a maioria no mundo que têm boca (ou melhor, dedos) para falar o que pensa.

A liberdade de expressão tem crescido exponencialmente com a Internet, porque não são colocados os rostos no ar, como o anônimo que eu citei, que apesar de boas palavras, o rosto é oculto, mas a fama é grande.

Por que não utilizarmos os meios de comunicação que temos à disposição, tão fáceis, tão simples e tão acessíveis para expor pensamentos POSITIVOS, discussões PERTINENTES e realidades NÃO POLUÍDAS??

PENSE. Só isso… O pensamento é produto da curiosidade que nos leva ao conhecimento.

Inteligência Artificial

Antes de falar de inteligência artificial, quero falar de inteligência e onde nós estamos situados como portadores.
Inteligência, características que dispositivos apresentam de interagir com as variáveis do universo de sua existência, reconhecendo padrões nessas variáveis, reagir de forma otimizada e produzir ações também otimizadas de acordo com a lógica desse universo, para promover a manutenção do motivo de sua existência.


Chamei o detentor de inteligência de dispositivo, porque não encontrei melhor palavra que pudesse incluir numa mesma definição um organismo, um robô ou um programa inteligente.
Veja também, que inteligência não está vinculada a um ou outro tipo de dispositivo, ela é única, e pode se manifestar em qualquer dispositivo que reúna características que atendam suas condições de manifestação. Logo, não há porque mencionar o “dispositivo” humano ou qualquer outro em particular, na definição de inteligência.
Nessa definição, praticamente todos os seres vivos animais, se qualificam como inteligentes, e nós, somos os que possuímos maior grau entre eles.
Através do conhecimento que dispomos, não temos como saber, se o algoritmo que rege o comportamento de uma barata, ou de um cachorro, é similar ou muito diferente do que rege o nosso comportamento. Muito menos temos como saber como seria de um possível ser alienígena inteligente. Também não temos conhecimento para saber, se o que rege a nossa inteligência, é a forma mais inteligente de se produzir um algoritmo inteligente. Portanto, na busca da produção de um algoritmo que produza inteligência, não devemos considerar apenas a inteligência humana como exemplo, mas toda uma variedade de possibilidade que o nosso universo possa oferecer.
Mas poder considerar outras opções, além do exemplo da nossa inteligência, não significa que é a forma mais inteligente de fazê-lo. Acho que devemos sim, considerar a nossa inteligência como o principal exemplo, desde que não nos prendamos a características que são exclusivas do nosso “dispositivo” humano de manifestar inteligência.
Peculiaridade da inteligência humana que não necessariamente precisa existir em outros dispositivos inteligentes.
– Emoção.
– Consciência
– Solidariedade
– Empatização
É intuitivo acharmos que um ser detentor de inteligência, necessariamente deverá possuir essas características. Mas elas foram cunhadas dentro do nosso universo, especifico para nós, humanos, outros dispositivos inteligentes produzidos por nós ou não, deverá carregar característica uteis ao seu universo de existência, sem se descredenciar como dispositivo inteligente. Também é intuitivo, nos consideramos como sinônimo de inteligência, mas nós apenas somos um dispositivo detentor de inteligência com maior grau entre os que conhecemos. Então devemos considerar a nossa como exemplo, mas consciente, que não é nela que deve estar o limite máximo de grau de inteligência, e nem deixar de considerar que talvez não seja ela a forma mais eficiente de se produzir inteligência.

Inteligência Artificial
O nível de inteligência de um dispositivo, dentro do seu universo, é medido pela capacidade dele interagir de forma inteligente, com as variáveis desse universo. Se ele for composto por dez variáveis, e o dispositivo não interagir de forma inteligente com nenhuma, não será inteligente, se interagir com duas, por exemplo, será pouco inteligente, se interagir com as dez, reconhecer todos os seus padrões, e produzir um resultado padronizado e otimizado, será um gênio nesse universo.
Se vamos produzir inteligência artificialmente, primeiro devemos estabelecer o universo de existência do dispositivo, determinar as variáveis, a relação entre elas e qual é ação otimizada desejada.
Se queremos produzir suspensão ativa de um automóvel, o universo de existência do dispositivo Suspensão Ativa, não transcende aquele automóvel e a pista, e o número de variáveis que o dispositivo precisa reconhecer e tratar, são relativamente pequenos. Se quisermos produzir inteligência similar a de uma barata, devemos reconhecer o universo de sua existência, quais as variáveis e como tratá-las.
Se quisermos produzir um dispositivo com inteligência similar a nossa, deveremos reconhecer todas as variáveis do nosso universo, e como trata-las.
Mas não precisamos produzir inteligência similar a nossa, para produzirmos resultados que revolucionem nossas vidas. Um buscador de internet inteligente, só precisa buscar o conteúdo que nos é mais conveniente. Um carro inteligente, só precisa nos levar ao nosso destino de forma mais eficiente, sem nossa intervenção. Um robô doméstico inteligente, só precisa fazer as tarefas domésticas.
Mas é o suficiente reconhecer as variáveis, reconhecer padrões, e trata-los, para produzir um dispositivo inteligente? Seria, se não houvesse a palavra otimizada na definição de inteligência.
Mesmo que sejam poucas as variáveis do universo de um dispositivo, o número de calculo que precise fazer para gerar uma ação, pode ser maior do que o necessário para produzir essa ação, não se encaixando na definição de otimizada. Isso gera uma consequência fundamental da manutenção da inteligência. Não existe inteligência sem a existência de memória. Para que o dispositivo não repita os cálculos sempre, ele precisa armazenar as reações mais incidentes respectivos aos padrões similares. O dispositivo inteligente precisa calcular as variáveis, armazenar os resultados mais incidentes, e substituir os cálculos pelas soluções mais eficientes das mais incidentes. Esse processo cria um outro universo de variáveis, encontradas na memória do dispositivo.
As variáveis são formado pelas soluções, e o ato de reconhecer essas soluções, e escolher as mais otimizadas, gera a primeira centelha da consciência. O algoritmo, dentro de um dispositivo inteligente, deve reconhecer os padrões das variáveis externas, e reconhecer os padrões das variáveis internas, formadas pelas soluções armazenadas na memória, para gerar a ação otimizada do dispositivo.
É dessa característica do algoritmo da inteligência humana que nasce o preconceito, ou ações automáticas, nosso cérebro, quando detecta soluções repetidas, adota elas sempre, precisando que forcemos nossa mente a buscar uma solução diferente para uma que já está sendo usada por muitas vezes e que possa não ser mais a melhor.
Mas não podemos na busca de algoritmo de inteligência artificial, por o “carro na frente dos bois”. Devemos usar a inteligência humana como exemplo, desde que reconheçamos que o dispositivo humano existe dentro de um universo de muitas variáveis as quais não conhecemos todas. Nossas emoções são informações recebidas e enviadas através de reações químicas e físicas que estamos longe de dominar. A consciência, é um estágio avançada da inteligência onde seu universo de atuação, é o próprio dispositivo, para que possamos entrar nesse estágio, primeiro temos que consolidar um dispositivo avançado o suficiente para comporta-la, mas mesmo em nós, dispositivo extremamente complexo, ela é incipiente. Também não sabemos se as interações elétricas do cérebro entram no universo quântico, e se entram, não sabemos se a física quântica alcança as interações elementares da natureza, e se não alcançam, se as interações de nosso cérebro chegam a esse nível de interação elementar.
Também, devemos ter ciência, que a nossa inteligência, não é o máximo que se consegue em inteligência, porque ela existe apenas para perpetuar a nossa existência, e nada mais. O tamanho do nosso computador de bordo, nosso cérebro, é o suficiente para isso. Os dispositivos inteligentes que construirmos, pode ser o suficiente para recepcionar hospedes num hotel, ou para gerenciar todo o tráfego de dados na internet. Dominado todas as variáveis de nosso universo, o limite de inteligência dos dispositivos que construiremos, será determinado pela nossa necessidade, ou até por nossa imaginação.
Para produzirmos inteligência artificial, devemos tomar um universo que conhecemos todas suas variáveis, criar um dispositivo inteligente para ele. Ao consolidarmos a inteligência do dispositivo nesse universo, tomamos outro universo, com mais variáveis, e consolidamos outro dispositivo inteligente, e assim, passo a passo, iremos ampliando o universo de cada dispositivo, até um dia, conseguir abranger todo o universo do nosso dispositivo humano, criando dispositivo de inteligência similar a nossa, e obviamente, superior.
Não faz parte do contexto do que estou escrevendo entrar no mérito do perigo de inteligência superior a nossa. Mas como é um risco razoável de se considerar, expresso minha opinião. Inteligência superior a nossa, só seria perigosa, se não pudermos integra-la a nossa. Isso só seria possível por inteligência alienígena, ou se formos tolos o suficiente para desenvolver inteligência maior, sem dominar a tecnologia para integrá-la a nossa, de forma a ficarmos no mínimo tão inteligente quanto os dispositivos mais inteligentes que criarmos.
Sendo fiel ao conceito de inteligência que defini no inicio do texto, vou elaborar uma serie de desafio para que programadores inteligentes o resolvam.
Desafio Evoar-1.
Os quadrados abaixo, são a tela do teu comptudor, em momentos diferentes. O ponto aparecerá na tela numa posição, depois em outras, em seguida, numa terceira posição. O ponto que ele aparecer na terceira posiçao, sempre estará em linha com a segunda e a primeira, entre eles ou não, determinando um padrão.

Abaixo, duas sequências A e B, como exemplos.

O tamanho do ponto deve ser igual ao “ponto final” de um texto no Microsoft Word na configuração padrão de fábrica.

Você deverá fazer dois programas, um comum, só para inserir os pontos de acordo com essa regra, e outro, que é o programa (dispositivo inteligente), que encontre o ponto procurando por tentativa e erro. O universo de existência do teu dispositivo será a superfície, bidimensional, da tela do teu computador. Você deverá inserir um “conhecimento” mínimo de matemática, suficiente para ele conhecer as variáveis, constantes, reconhecer o padrão e estimar, na amplitude possível, a posição do terceiro ponto, para acha-lo mais rápido. Você não deverá lhe informar dados específico de um cenário, ele haverá de criar seu próprio sistema de referência com sua própria métrica, capturar os dados, posicioná-los dentro desse sistema de referencia, e fazer os cálculos necessários para diminuir o tempo de procura, em cada novo cenáro. Entenda como cenário, a sequência A, B, … N, em um mesmo monitor, ou em monitores de tamanho diferente.

  • Desafio Evoar-2.

Agora, os pontos aparecerão, de forma aleatória, em um entre três padrões possíveis, reta, circulo ou hiperbólica. O terceiro ponto determinará se o quarto estará dentro de uma reta, circulo ou hipérbole. Faça um dispositivo inteligente que ache esse quarto ponto o mais rápido possível, obedecendo às mesmas regras do desafio Evoar-1. A inclinação da reta, a inclinação e curvatura da hipérbole, e tamanho do circulo, também serão aleatórios.

  • Desafio Evoar-3.

Use o desavio Evoar-2, mas faça com que os pontos apareçam intercalados de forma aleatória, hora em sequência, e num ritimo que exprima uma trajetórias com um velocidade medida, hora na mesma forma do desafio Evoar-2, em que o quarto ponto poderá aparecer entre os anterios. O dispositivo deverá achar o quarto ponto o mais rápido possével.

  • Desafio Evoar-4.

Faça, que de forma aleatória, os pontos variem entre preto e vermelho. Use o desafio Evoar-3, mas se o primeiro ponto for vermelho, os demais sempre aparecerão num rítmo que exprima uma trajetória com uma velocidade medida.

  • Desafio Evoar-5.

Faça, que de forma aleatória, os pontos variem entre preto, vermelho e verde, use o Desafio Evoar-4, mas quando o segundo for verde, sempre será uma reta.
Lembre, você não pode informar para teu dispositivo, que o ponto tem velocidade, ou que se for vermelho a situaçao é A, se for verde é A1. O dispositivo tem que reconhecer esses padrões sozinho. Também, como você está criando o cenário, a cada desafio, a matemática que rege a físcia do cenário ganham novas variáveis, a partir do desavio Evoar-3, inseri velocidade, ou senja, se é possivel reconhecer velocidade nesse universo, uma variável implicita a ela tem que existir, o tempo. Mas esse tempo, não é nosso tempo, ele exprime o ritmo que as coisas acontecem nesse universo, e como é você mesmo que está criando, poderá dar o rítmo que você achar melhor. Recomendo você usar o ritimo do nosso universo, ou seja, o nosso tempo para determinar o rítimo que as coisas acontecem nos cenarios(universo) dos desafios, mas só porque é mais conveniente.
Veja, que usando apenas o algorítmo do desafia Evoar-2, o dispositivo poderá achar o ponto nos demais, mas não da forma mais inteligente. Para que teu dispositivo dentro desse universo de variáveis seja mais inteligente, ele deve reconhecer os padrões, e apresentar o resultado esperado o mais rápido possível. Veja também, que teu dispositivo terá que usar memória. Como você não pode informar, que se o segundo ponto for verde, por exemplo, o próximo ponto sempre estará numa reta, ele deve memorizar a cor dos pontos na segunda posição, e vincular o tipo de trajetória que o ponto terá. Você pode fazer com que teu dispositivo seja expert em fazer cálculos, mas se não lhe der memória, ele não reconhecerá os padrões dos cinco desafios.

Autor: Jonas Cardoso dos Santos

www.evoar.com

  • Desafio Evoar-6. (continua…)

Gerador Nitromagnético

Há algumas semanas atrás recebi em meu e-mail o contato de Marco Antonio Clemente, o inventor do mecanismo “Gerador Nitromagnético”.

Marco vem trabalhando há algum tempo no processo de desenvolvimento de um sistema que possa gerar energia a partir dos conceitos da Física Eletromagnética. Recentemente conseguiu concluir sua invenção e patenteá-la.

A vantagem do uso do equipamento, segundo o inventor, é a capacidade de geração de energia elétrica barata, não poluente, 24 horas ao dia, sendo possível o funcionamento em qualquer região, mesmo nos grandes centros urbano.

[photopress:invencao.jpg,full,centered]

O funcionamento do Gerador Nitromagnetico baseia-se na geração de energia elétrica a partir de movimento mecânico provocado pela repulsão de dois ou mais imãs em oposição e que estão inicialmente bloqueados através de uma blindagem magnética móvel sustentada a supercondutores.

  • Supercondutores são elementos metálicos que são capazes de conduzir electricidade sem qualquer resistência, desde que a uma baixa temperatura (aproximadamente -250 0C, dependendo de elemento para elemento). [1]

Atualmente Marco Antonio busca parcerias para o desenvolvimento e comercialização de seu produto. Para saber mais sobre a invenção e sobre como ajudar na difusão dessa nova tecnologia, acesse o site

www.geradornitromagnetico.com.br

Lá estão postados arquivos explicativos sobre a invenção e também vídeos como esse abaixo, uma apresentação do projeto:


M C&T: Quem é Mercadante?

Um novo ano se inicia e com ele grandes mudanças são feitas. Para início de conversa, surge a primeira presidenta (ou presidente) do Brasil, Dilma. Alguns gramáticos dizem ser melhor utilizar o termo presidenta, já que as mulheres estão cada vez mais ganhando destaque no cenário nacional. Outros preferem manter o termo clássico. Mas a verdade é que o Aurélio não previa o mesmo bafafá que Cristina passou em sua tomada ao poder…

Mas mudando o assunto e focando em nosso tema… Com as mudanças vieram novos ministros. Entre eles, um de peso que ajudará (?) Dilma. O novo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Um cara que ajudou a fundar o PT. Não estou aqui para discutir direita ou esquerda, mas apenas para citar uma breve bibliografia (encontrada na internet) sobre Mercadante.

É importante saber de quem teremos que cobrar os financiamentos e a aplicação de verba no desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia. O responsável por representar tantos pesquisadores do Brasil inteiro, em apenas uma mesa em Brasília.

Afinal, quem é Mercadante?

[photopress:mercadante.jpg,thumb,pp_image]

Filho de General do Exército e ex-comandante da ESG (Escola Superior de Guerra), é formado em economia pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), na qual, durante seus estudos, destacou-se sendo presidente das entidades estudantis Associação Atlética Acadêmica Visconde de CairuCentro Acadêmico Visconde de Cairu. É mestre em economia pela Universidade de Campinas (Unicamp), e professor licenciado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Recentemente, defendeu sua tese de doutorado no Instituto de Economia da Unicamp.

Mercadante foi vice-presidente nacional do PT e secretário de relações internacionais, além de integrante do Diretório Nacional e da Executiva Nacional. Participou da elaboração dos programas de governo do PT e foi coordenador da campanha presidencial do partido nas eleições de 1989 e 2002. Foi candidato à vice-presidência da República na chapa de Lula nas eleições de 1994.

Em sua primeira disputa por uma vaga de deputado federal, em 1990, foi eleito como o mais votado do PT. Na Câmara, destacou-se em duas importantes Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs): a do PC Farias e a do Orçamento.

Na campanha de 1994, Mercadante abriu mão de uma provável reeleição para a Câmara dos Deputados e concorreu à vice-presidente da República na chapa de Lula.

Em 1996 coordenou o programa de governo do PT e foi candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Luiza Erundina. Foi protagonista no debate econômico nacional, participando de palestras e publicando artigos propondo um modelo alternativo de desenvolvimento. Este período resultou no lançamento do livro “O Brasil Pós-Real”, organizado por Mercadante.

Em 1998, Mercadante voltou à Câmara dos Deputados como o terceiro deputado mais votado do país – 241.559 votos. Em seu segundo mandato, participou de diversas comissões especializadas nas áreas econômica, financeira e tributária. Presidiu a Comissão de Economia, Indústria e Comércio (1999), foi líder da Bancada do PT (2000) e membro das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Finanças e Tributação (2001).

Ao concorrer a uma vaga no Senado em 2002, Mercadante obteve a maior votação da história do País – 10.497.348, recorde superado por Aloysio Nunes, do PSDB, que obteve 11.182.669 votos nas eleições de 2010. No Senado, exerceu a liderança do governo até junho de 2006.

Em 2006, foi candidato ao governo de São Paulo pelo PT, quando obteve o maior número de votos do partido no Estado – 6.771.582 votos. Neste mesmo ano, lançou o livro: “Brasil – Primeiro Tempo”, uma análise comparativa do Governo Lula. De 20072008, presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Durante o processo de cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) defendeu a junção de todas as denúncias contra Calheiros, para que os processos fossem julgados de uma única vez, em sessão aberta. Em discurso, defendeu sua posição: “Meu voto não foi de omissão, como alguns disseram. Foi um voto transparente, de quem entende que o julgamento de mérito se faz com base na conclusão do processo”[1].

Em janeiro de 2009, foi eleito líder do PT no Senado. Em 20 de agosto de 2009, anunciou que iria renunciar ao cargo, por causa da decisão de seu partido de arquivar a abertura de investigação pelo Conselho de Ética contra o presidente da Senado FederalJosé Sarney.[2] No dia seguinte, porém, em discurso no Senado, após longa conversa noturna com o presidente Lula, afirmou que – contra a vontade de sua família – aceitava o pedido do presidente para que continuasse na liderança.

Em 2010, concorreu como candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PT, sendo, porém, derrotado no primeiro turno por Geraldo Alckmin. Foi convidado a integrar o governo da presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia em 2011[3].

Fonte: Wikipedia

Ciência, tecnologia e inovação são fundamentais para desenvolvimento científico

Fonte: Jornal da Ciência

Primeira sessão plenária da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI) define um dos conceitos básicos da temática do evento

Desenvolvimento sustentável está na moda, mas o que exatamente ele significa? Para a geógrafa Bertha Becker, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em desenvolvimento da Amazônia, o termo é de difícil definição. Para ela, desenvolvimento sustentável não é um estágio final, mas um processo contínuo de mudança rumo a um alvo móvel, que pode ser alcançado por diferentes caminhos, e implica, necessariamente, uma mudança de padrão de desenvolvimento.

“Há vários projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia, mas eles são incapazes de resolver o problema do desenvolvimento econômico pela via do desmatamento”, disse Bertha, em sessão plenária sobre o tema no primeiro dia da 4ª CNCTI, nesta quarta-feira, dia 26.

Nesse sentido, ao sugerir a necessidade de haver um novo padrão de desenvolvimento, a geógrafa refuta os caminhos mais em voga atualmente: a economia verde, de baixo carbono; e a mercantilização dos produtos naturais mais básicos – “ar, água, vida”. Nesse contexto, Bertha é crítica do pagamento por serviços ambientais e de sua principal ferramenta, o Reed (redução de emissões por desmatamento).

“É preciso atribuir valor para a floresta em pé, mas não pelo simples financiamento”, afirmou a professora, cobrando projetos e políticas capazes de explorar economicamente a floresta sem destruí-la. Nesses projetos, o desenvolvimento de novas tecnologias, baseadas na biotecnologia e engenharia genética, seria fundamental.

Introduzindo uma visão empresarial ao debate, o presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Pedro Passos – um dos sócios fundadores da fabricante de cosméticos Natura -, defendeu as iniciativas em prol de uma economia de baixo carbono, sem discordar da necessidade de um novo padrão de desenvolvimento proposto por Bertha Becker.

Segundo o empresário, um cenário global marcado por mudanças climáticas, crescimento populacional, formação de megacidades e aumento da demanda por recursos básicos exigirá essa nova economia.

“O aumento da eficiência no gasto de energia é imperioso”, disse Passos, para quem os agentes econômicos serão pressionados por consumidores e legislações cada vez mais rígidas e de caráter transnacional para fazerem essa passagem à economia de baixo carbono. Segundo o presidente do Iedi, a transição para modelos mais eficientes está na agenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para fazer essa transição, destacou o empresário, também será necessário investir em ciência, tecnologia e inovação. “O Brasil tem que ser um pólo de biotecnologia”, disse Passos, que exigiu também metas ousadas para a melhoria da qualidade da educação básica no país.

Nesse tema, o coordenador da sessão plenária, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), arrancou aplausos da plateia ao conclamar os candidatos à sucessão presidencial a incluírem a melhoria da educação básica entre suas prioridades de fato.

(Vinicius Neder, do Jornal da Ciência)