Fim do mundo ou do ano?

 

Olá internautas! Já faz algum tempo que o CienTecno.com não dá um alô por aqui né? Realmente. Pedimos desculpa pela ausência, alguns imprevistos ocorreram durante um tempo, mas estamos aqui novamente, recomeçando a postagem com coisas interessantes que venham fazer aquela diferença no final desse ano que passou tão rápido.

Primeiramente gostaríamos de desejar Feliz Natal a todos, que tudo de bom aconteça com vocês e suas respectivas famílias.

E para começar com algumas informações interessantes sobre o fim do mundo de 2012, vamos comentar a notícia que saiu no UOL Ciência “Cientistas dizem que o ‘fim do mundo’ está longe”

Segundo os cientistas, a SUPOSTA profecia maia sobre o fim do mundo (que na verdade diz respeito apenas ao fim de um cicl1o, já que os maias tinham raciocínio temporal em ciclos, enquanto nós o temos de forma linear) não será cumprida, mas “a agonia até o Apocalipse do planeta será lenta”.
David Morrison, cientista da NASA, comentou que em quase 5 bilhões de anos, o Sol se transformará em um “gigante vermelho”, sendo que o calor provocará o desaparecimento da atmosfera terrestre e muito depois o astro se esfriará até sua extinção. Porém não há motivos para pânico ainda, pois segundo as pesquisas, não há nada destruidor previsto para acontecer até essa data.
Mas essa informação desmotivou muitas pessoas que realmente acreditavam na destruição terrestre em 21/12/2012.
Ainda há quem acredita que a catástrofe poderá vir do céu, como ocorreu na península mexicana de Yucatán há 65 milhões de anos, causando a extinção dos dinossauros. “Estabelecemos que não há asteroides tão grandes perto de nosso planeta como o que terminou com os dinossauros”, disse o cientista, acalmando os temores de alguns sobre um fim do mundo em breve.
Há também a possibilidade de uma pandemia destruir a humanidade? Segundo Jean-Claude Manuguerra, especialista em virologia do Instituto Pasteur de Paris, um vírus mutante do tipo da gripe aviária H5N1, poderia ser mais complicado, mas não chegaria ao ponto de destruir a humanidade. Isso porque “A diversidade de sistemas imunológicos é tão importante que há pelo menos 1% da população que resiste naturalmente a uma infecção”, afirmou o especialista à revista francesa Sciences & Vie.
O aquecimento geral do planeta é o que mais preocupa os cientistas. Algo como uma guerra nuclear além de destruir boa parte das nações em conflito, aqueceria o planeta de tal forma que impossibilitaria a agricultura. As mudanças climáticas são as mais visíveis e destruidoras do planeta, não sendo elas apenas temores ou hipóteses. Secas, tempestades e outras catástrofes naturais se tornairam mais frequentes e intensas com o aumento das temperaturas mundiais que poderiam resgistrar alta de +2°C, +4°C e até +5,4°C até 2.100.
Isto equivaleria a um suicídio coletivo da espécie humana, advertem os cientistas, que intensificam os pedidos para conter o devastador aquecimento do planeta.

 

O Bóson mal comportado

Quem acreditava que a “descoberta” do Bóson de Higgs foi o fim das pesquisas, está muito enganado, pois agora é que a Física começa.

Estou exagerando: realmente a Física começou faz tempo, mas a Física quântica e a Física de Partículas são teorias mais recentes.

O quebra cabeça da Física está apenas começando. O Modelo Padrão e a “identidade” do bóson de Higgs ainda precisam ser confirmados. O Modelo Padrão explica do que é feita a matéria e como ela se comporta no interior, a nível subatômico. Mas será que se o Bóson for realmente confirmado e ele realmente se comportar como se espera, o Modelo Padrão estará salvo? Bom, vamos por partes, se o Higgs se comportar adequadamente já terá sido um grande passo para a Física e a ciência em geral.

Parece loucura, mas os físicos esperam que o Bóson não se comporte de maneira adequada. Se ele fizer isso, o Modelo Padrão terá sido confirmado. Mas haverá muitas questões abertas a serem respondidas em relação à criação do Universo. E você achou que ia ser fácil?

Se o Bóson de Higgs se comportar de maneira rebelde eles conseguirão avançar um pouco mais com relação ao início do Universo. Como assim? Vou explicar: Se o Modelo Padrão for completado, só explicaria a existência de 4% de todo o Universo e continuaríamos na mesma incógnita.

E os outros 23% de matéria escura e os 73% de energia escura, o que são?

Mais ainda: não saberíamos de onde surgiram as quatro forças fundamentais da natureza – a força eletromagnética, a gravitação, a nuclear forte e a fraca. Elas devem ter sido originadas de uma única força inicial e, através dela, é que se originou toda a matéria. No entanto, para que essa teoria seja expandida, foram previstas novas teorias que vão além do Modelo Padrão, prevendo mais partículas, ainda não detectadas.

Por enquanto, tudo indica que o Bóson de Higgs foi descoberto, mas pode existir um novo bóson, com uma energia maior e essa certeza só será confirmada em 2015, quando o LHC voltar a funcionar com potência total, depois de dois anos de reajustes. Então, aguardaremos ansiosos para saber se esse bóson vai se comportar bem ou não.

Esperemos que não, afinal quero saber o que são as energia e a matéria escura, você não?

Para maiores detalhes http://astropt.org/blog/2012/07/24/a-descoberta-do-bosao-de-higgs-e-um -inicio-nao-e-um-fim/

Afinal, encontramos o quê?

Foi a pergunta que o doutor diretor geral do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares) Rolf-Dieter Heuer fez se referindo ao Bóson de Higgs. Imagine um nada. O vácuo, o vazio. Uma enorme imensidão…vazia.

Pois assim era o nosso Universo. E de repente, nesse aparentemente nada, existia um campo, que exercia uma força e a esse campo demos o nome de campo de Higgs. A partir desse campo foram surgindo partículas, que colidiam entre si, formando um bóson, o Bóson de Higgs.

Bóson é uma partícula mediadora, pois é ela que dá massa às outras partículas também chamadas elementares. Existem outros bósons, mas o de Higgs foi o primeiro, o que deu origem aos outros bósons e a todas as 60 partículas elementares.

O que são partículas elementares?

Falando de uma maneira simples e ndão científica, são partículas em que dentro delas não há nada, não se encontra nada, a não ser a força delas, ou melhor, energia.  Já sabemos que foram elas que criaram tudo, mas, de onde elas surgiram? Do campo citado anteriormente. Então, se não existisse o campo, não estaríamos aqui, nem existira nada no Universo, tudo continuaria um imenso vazio.

Além de ele dar sentido, ou melhor, massa para que as outras partículas fossem formadas, ele atua e dá sentido ao Modelo Padrão. Mas o que é esse Modelo Padrão?

O Modelo Padrão é o conjunto de todas essas 61 partículas (quaks, léptons e bósons) e é ele que descreve o universo, pois tudo o que existe nele é constituído dessas partículas. No inicio o nosso universo era constituído por essas partículas, que faziam parte de uma “sopa cósmica”.

Assim, o Higgs é o responsável por promover uma quebra de simetria e, cada partícula, em resposta a essa quebra de simetria, ganha uma massa particular. Temos 61 partículas, contanto o Higgs, que através de interações, formaram, em muito e muito tempo, o nosso Universo. Ainda falta uma partícula, o gráviton, pois ela é que vai conseguir unificar as teorias, mas isso é outra história.

Mas a grande incógnita da física, ou melhor, da ciência é, como disse Marcelo Gleiser : Como que surgiu a vida a partir do nada, da “não vida”? Nada? O vácuo é o nada e esse nada pode ser constituído pelo campo de Higgs, então do “nada” algo foi produzido. Fantástico não é mesmo?

Por causa do Bóson de Higgs houve uma quebra simultânea de simetria. Vou explicar melhor usando uma analogia. Numa sala há várias pessoas assistindo um espetáculo, todos em simetria olhando para o palco, de repente, entra uma pessoa muito famosa e todos da sala olham para essa pessoa e querem pedir autógrafos, fazer perguntas e tocá-la. Essa pessoa quebrou toda a simetria daquela sala. E foi isso que o Bóson de Higgs fez. Como a doutora Maria Cristina Abdalla diz, “ele é como se fosse um rei e todos querem interagir com ele”.

Então, resumindo, o Modelo Padrão descreve cada uma das partículas e suas interações, e a descoberta do Bóson de Higgs e do seu campo conseguiram dar veracidade ao Modelo Padrão, a princípio foi uma previsão teórica e depois, com a construção do LHC, houve a descoberta experimental e o sonho se tornou realidade, encontraram a partícula que deu origem a tudo.

 

Mas por que Partícula de Deus?

 

Na realidade, ela foi chamada, inicialmente de The goddam particle (partícula maldita) devido ao trabalho para ser detectada, tanto que foi construído o LHC (Large Hadron Colision). Decidiram que fosse mudado o seu nome para que ficasse mais legal. Um jogo de marketing.

Essa partícula, na realidade, dá uma estrutura para o vácuo, pois quando achávamos que não existia nada lá, aparece o Higgs com seu campo. Ela é diferente, é fundamental para entendermos de onde surgimos e de onde tudo surgiu.

Será que um dia vamos conseguir unificar tudo, todas as forças, ter uma teoria de tudo? Já conseguimos unificar as três forças, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca, mas falta uma para unir tudo, a força gravitacional.

Mas ainda falta muita coisa para descobrirmos e há uma teoria que prediz os grávitrons, que são as partículas responsáveis pela força gravitacional, digamos assim. E essa teoria diz que estão num outro universo ou numa outra dimensão e nesse modelo teórico estão previstas 11 dimensões. Se quiserem ler mais sobre isso acessem http://fisicasemeducacao.blogspot.com.br/search/label/teoria%20M.

O ATLAS (A Toroidal LHC Apparatus) e CMS (Compact Muon Solenoid) estão tentando encontrar as dimensões extras, pois se supõe que os grávitons podem ter escapado por dimensões extras. Então vamos em busca das partículas assimétricas. E quem sabe um novo modelo padrão vai ser formado?

É confuso! É coisa de ficção científica, mas é real e fascinante. Agora, depois de tudo isso que leu, você se pergunta: qual a importância do Higgs em nossas vidas? Simples, sem o Higgs o nosso universo não teria acontecido.

Quer “emagrecer”? Vá para a Lua!

Se for convidado a dar uma voltinha numa nave espacial, nunca esqueça de levar uma balança, aquela que sua mãe tem no banheiro para se pesar constantemente. Ela poderá lhe dar boas notícias.

Dentro de uma espaçonave, no espaço sideral, ao subir na balança, você vai verificar que seu peso é zero. Zero? Como assim? Então, você não existe?

Calma! Você ainda existirá, pois sua massa continuará lá: você poderá se tocar e verificar que ainda continua lá. E que sua massa não alterou: se for gordo, continuará gordo e se for magro, continuará magro, nem mais e nem menos.

Mas a balança está mentindo? Não.

Por quê?

Expliquemos: isso acontece pelo simples fato de não haver nenhuma força ou aceleração puxando você, nem para baixo, nem para cima.Você não tem peso, está flutuando. Mas, se o seu amiguinho verde o levar para conhecer o seu planeta, cuja gravidade é três vezes menor que a Terra, será que você seria mais magro?

Não, pois sua massa continuaria lá. O seu peso é que seria menor. Afinal, a força que puxa você para baixo, ou melhor, a aceleração da gravidade do planeta será menor.  Nesse caso, o seu peso muda, mas a sua massa não se altera.

Deu pra entender a diferença entre peso e massa?

Assim, quando estiver numa farmácia e for se pesar, na realidade está se “massando”, pois a massa é dada em quilos, ou seja, o valor do seu peso é sua massa multiplicada pela aceleração da gravidade da Terra.

“Matematicando”: P=m.a.

E então: você já se “massou” hoje?

A CIÊNCIA INVADE BAURU

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Semana Nacional de Ciência & Tecnologia movimenta a cidade Sem Limites

Começa na próxima segunda-feira (18/10) a Semana de Ciência e Tecnologia de Bauru (SNCT); o tema deste ano é “Ciência para o desenvolvimento sustentável”. Em sua 7ª edição, entre os dias 18 e 24 de outubro, o evento conta com a participação de mais de 40 instituições e centros de produção e difusão de C&T de Bauru e região. A Semana de C&T vai contar com quatro eventos principais: o Ciência-Tour, o Ciência vai à Escola, a Festa da Ciência e o Observatório Móvel.

No Ciência-Tour, na quarta e quinta-feira, alunos e professores da rede pública de ensino visitarão os centros bauruenses nos quais a ciência é a grande atração. O Ciência-Tour é uma visita monitorada que mostrará aos alunos como é produzida a ciência em cada instituição. Esta será uma grande oportunidade para despertar o lado cientista que existe em cada um.

A Semana também vai contar com o Ciência vai à Escola, de segunda a sexta-feira, evento no qual as escolas da rede pública de educação básica receberão as visitas de palestrantes voluntários para um bate-papo descontraído e informativo sobre ciência, desenvolvimento sustentável, história, artes, saúde, filosofia, informática e muito mais.

Na sexta-feira (22/10) acontece a grande Festa da Ciência no SESI do Horto Florestal. Distribuídos num espaço de aproximadamente 2000 m², as instituições apresentarão mais de 100 experimentos interativos. Os grandes destaques ficam por conta da Mini Estação Ciência com poço infinito, usina de bicicletas, super looping, experimentos com robôs, simulador de voo, veículos voadores experimentais, exibição de vídeos científicos, performance teatral, entre muitas outras atrações.

Fechando a SNCT, no sábado e domingo, o Parque Vitória Régia receberá o Observatório Móvel de Astronomia da Unesp de Bauru. Através de lunetas e telescópios, o público vai ter a chance de visualizar a Lua, Marte, Vênus e Júpiter, entre outros astros. Essa é uma grande oportunidade para as pessoas conhecerem os planetas e luas que compõe o sistema solar.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Bauru é uma realização da Coordenadoria Regional Bauru SNCT, Ministério da Ciência e Tecnologia e conta com o apoio estrutural do SESI, Secretaria Municipal de Educação, Diretoria de Ensino da Secretaria Estadual da Educação, IPMet/Unesp e Coordenadoria do Campus de Bauru da USP. Participam da Semana de C&T a Associação Amigos da Ciência (AAC), Atelier de Brinquedos, Instituto Lauro de Souza Lima, FC/Unesp, FEB/Unesp, FAAC/Unesp, Unesp Medicina Botucatu, FOB/USP, Faculdade Anhanguera de Bauru, HRAC/USP, IESB/Preve, ITE, Etec Astor de Mattos Carvalho/Cabrália Paulista, Fatec Bauru, Fatec Botucatu, Sest/Senat, Senai-Bauru, Senac Bauru, Senac Marilia, FIB, COC-Bauru, Dsolutions, JC na Escola, Sciencenet/Ver Ciência, Secretaria Municipal da Cultura, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Sociedade do Sol, Piso Seguro, Emdurb, CTI/Unesp, USC, Net Bil, Colégio Batista, Sorri-Bauru, Radio Unesp FM, Uninter, Unip, SB Esperanto e Zoológico Municipal de Bauru. Apóiam o evento o Jornal da Cidade, TV TEM, Rádio Unesp FM, Sciencenet, W Pollice, BR Portais, Agência Aquário, Sky Radical, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

João Paulo Benini, com Marcel Verrumo.

Assessoria SNCT/MCT-Bauru