Afinal, encontramos o quê?

Foi a pergunta que o doutor diretor geral do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares) Rolf-Dieter Heuer fez se referindo ao Bóson de Higgs. Imagine um nada. O vácuo, o vazio. Uma enorme imensidão…vazia.

Pois assim era o nosso Universo. E de repente, nesse aparentemente nada, existia um campo, que exercia uma força e a esse campo demos o nome de campo de Higgs. A partir desse campo foram surgindo partículas, que colidiam entre si, formando um bóson, o Bóson de Higgs.

Bóson é uma partícula mediadora, pois é ela que dá massa às outras partículas também chamadas elementares. Existem outros bósons, mas o de Higgs foi o primeiro, o que deu origem aos outros bósons e a todas as 60 partículas elementares.

O que são partículas elementares?

Falando de uma maneira simples e ndão científica, são partículas em que dentro delas não há nada, não se encontra nada, a não ser a força delas, ou melhor, energia.  Já sabemos que foram elas que criaram tudo, mas, de onde elas surgiram? Do campo citado anteriormente. Então, se não existisse o campo, não estaríamos aqui, nem existira nada no Universo, tudo continuaria um imenso vazio.

Além de ele dar sentido, ou melhor, massa para que as outras partículas fossem formadas, ele atua e dá sentido ao Modelo Padrão. Mas o que é esse Modelo Padrão?

O Modelo Padrão é o conjunto de todas essas 61 partículas (quaks, léptons e bósons) e é ele que descreve o universo, pois tudo o que existe nele é constituído dessas partículas. No inicio o nosso universo era constituído por essas partículas, que faziam parte de uma “sopa cósmica”.

Assim, o Higgs é o responsável por promover uma quebra de simetria e, cada partícula, em resposta a essa quebra de simetria, ganha uma massa particular. Temos 61 partículas, contanto o Higgs, que através de interações, formaram, em muito e muito tempo, o nosso Universo. Ainda falta uma partícula, o gráviton, pois ela é que vai conseguir unificar as teorias, mas isso é outra história.

Mas a grande incógnita da física, ou melhor, da ciência é, como disse Marcelo Gleiser : Como que surgiu a vida a partir do nada, da “não vida”? Nada? O vácuo é o nada e esse nada pode ser constituído pelo campo de Higgs, então do “nada” algo foi produzido. Fantástico não é mesmo?

Por causa do Bóson de Higgs houve uma quebra simultânea de simetria. Vou explicar melhor usando uma analogia. Numa sala há várias pessoas assistindo um espetáculo, todos em simetria olhando para o palco, de repente, entra uma pessoa muito famosa e todos da sala olham para essa pessoa e querem pedir autógrafos, fazer perguntas e tocá-la. Essa pessoa quebrou toda a simetria daquela sala. E foi isso que o Bóson de Higgs fez. Como a doutora Maria Cristina Abdalla diz, “ele é como se fosse um rei e todos querem interagir com ele”.

Então, resumindo, o Modelo Padrão descreve cada uma das partículas e suas interações, e a descoberta do Bóson de Higgs e do seu campo conseguiram dar veracidade ao Modelo Padrão, a princípio foi uma previsão teórica e depois, com a construção do LHC, houve a descoberta experimental e o sonho se tornou realidade, encontraram a partícula que deu origem a tudo.

 

Mas por que Partícula de Deus?

 

Na realidade, ela foi chamada, inicialmente de The goddam particle (partícula maldita) devido ao trabalho para ser detectada, tanto que foi construído o LHC (Large Hadron Colision). Decidiram que fosse mudado o seu nome para que ficasse mais legal. Um jogo de marketing.

Essa partícula, na realidade, dá uma estrutura para o vácuo, pois quando achávamos que não existia nada lá, aparece o Higgs com seu campo. Ela é diferente, é fundamental para entendermos de onde surgimos e de onde tudo surgiu.

Será que um dia vamos conseguir unificar tudo, todas as forças, ter uma teoria de tudo? Já conseguimos unificar as três forças, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca, mas falta uma para unir tudo, a força gravitacional.

Mas ainda falta muita coisa para descobrirmos e há uma teoria que prediz os grávitrons, que são as partículas responsáveis pela força gravitacional, digamos assim. E essa teoria diz que estão num outro universo ou numa outra dimensão e nesse modelo teórico estão previstas 11 dimensões. Se quiserem ler mais sobre isso acessem http://fisicasemeducacao.blogspot.com.br/search/label/teoria%20M.

O ATLAS (A Toroidal LHC Apparatus) e CMS (Compact Muon Solenoid) estão tentando encontrar as dimensões extras, pois se supõe que os grávitons podem ter escapado por dimensões extras. Então vamos em busca das partículas assimétricas. E quem sabe um novo modelo padrão vai ser formado?

É confuso! É coisa de ficção científica, mas é real e fascinante. Agora, depois de tudo isso que leu, você se pergunta: qual a importância do Higgs em nossas vidas? Simples, sem o Higgs o nosso universo não teria acontecido.

Bósons de Higgs ou Partícula de Deus?

Na realidade, essa partícula foi apelidada de “Partícula de Deus”, por ser o início de tudo. A partir dela é que existem outras partículas. Todos nós conhecemos a tabela periódica, não é mesmo? Na física temos uma “tabela periódica” também, que se chama Modelo Padrão. Mas, o que é o Modelo Padrão e do que é composto? O modelo Padrão é composto por partículas elementares. Todo o nosso Universo é composto de três tipos de partículas elementares, aliás, toda a matéria do Universo é composta dessas três partículas elementares: léptons, quarks e mediadoras. Como diz Maria Cristina Abdalla, no livro “O discreto charme das partículas elementares” (e você pode ler o resumo pelo link http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol6/Num1/charme.pdf ): “ um punhadinho de 61 delas é o suficiente para construir toda a matéria observada nesse Universo.” Só isso? Parece simples não é? Esse livro conta e ilustra muito bem a história dessas partículas elementares e vale a pena ler na íntegra. Partícula elementar recebe esse nome porque “dentro dela” não existe outra, ela é única. Lembram-se de quando se dizia que o átomo era indivisível? Claro que não lembram, faz muito, muito tempo. Pois é! Hoje sabemos que ele é constituído de prótons, elétrons e nêutrons e dentro deles existem outras partículas. Com exceção do elétron, que é considerada uma partícula elementar e foi a primeira delas a ser descoberta por Thompson, em 1897. Ele, inclusive, ganhou o Nobel por essa descoberta. Então, o elétron é uma partícula mediadora. O nosso Modelo Padrão contém 60 partículas, das quais12 são léptons, 36 quarks e 12 mediadoras. Entre elas existem, assim como as partículas, as antipartículas, iguais, mas com cargas opostas. Mas falta uma que ainda não está no MP, pois ainda não foi encontrada, o famoso Bóson de Higgs. Peter Higgs, em 1964, propôs essa partícula geradora de massa das partículas mediadoras. Mas, na física as coisas têm que ser provadas além das teorias matemáticas, e a prova final é feita através de experimentos. Por causa dessa partícula proposta, foi construído um acelerador especial, lá no CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), chamado Large Hadron Collider e é exatamente o que o LHC está tentando fazer, encontrá-la. Ela é tão importante que foram gastos bilhões de dólares e uma equipe de 3000 físicos estão empenhados em sua busca. Como diz a doutora Maria Cristina Abdalla no seu livro: “o Higgs é uma espécie de rei, atribui massa a tudo que toca”. Se ele for encontrado, explicará muita coisa e a comunidade, principalmente de físicos e cientistas em geral, ficará muito, mas muito contente mesmo. Será que essa busca chegará ao fim? Quem viver verá!

Um filme sobre o livro da doutora M.Cristina Abdalla, pela Tv Cultura e protaqgonizado pelo Marcelo Tas, confiram!

Fonte da imagem:
http://rcristo.files.wordpress.com/2011/12/simulador-do-bozon-de-higgs .jpg?w=600&h=375

Psicologia e Tecnologia: CIÊNCIAS NECESSÁRIAS

Quando se pensa em tecnologia ou gestão de projetos, logo o comum é imaginar engenhocas futuristas e cientistas loucos. Mas a realidade se encontra um tanto quanto longe dessas imaginações fictícias.

A tecnologia vem alcançando, há anos, grande espaço no cenário mundial das empresas de qualquer área. Da mais campestre à mais extraordinariamente digital, as compahias tem se preocupado com equipes de inovação tecnológica, e é nesse contexto que uma ciência menos exata se encaixa: a Psicologia.

É fácil encontrar, nos dias atuais, profissionais se especializando no estudo de comportamentos humanos entre funcionários de empresas e desenvolvedores de projetos. Esse novo quadro tem aberto as portas para curiosidades quanto à liderança e gerenciamento de grupos de projeto.

Uma das áreas estudadas pela psicologia é a relação entre Inteligência e Criatividade. Duas qualidades de grande importância na hora de projetar uma inovação em uma empresa, visto que para isso é necessário o envolvimento de vários profissionais.

– Inteligência: é um potencial inato de uma pessoa, para fazer julgamentos adequados, aproveitar experiências ou para encontrar a maneira adequada de enfrentar os novos problemas ou novas condições de vida. [1]

– Criatividade: é a expressão de um potencial humano de realização, que se manifesta através das atividades humanas e gera produtos na ocorrência de seu processo. [2] Essa expressão capacita a qualidade de produção de um indivíduo.

Indivíduos criativos não são necessariamente inteligentes. A inteligência potencia um indivíduo a realizar ações que o favoreçam ou que sejam capazes de resolver um problema e transformá-lo favorável na dinâmica de desenvolvimento. Já a criatividade disponibiliza um favorecimento direto de forma menos formal. Ou seja, a criatividade aproveita a capacidade de um indivíduo para gerar produções de sucesso, transformando o lixo em luxo.

Um dos maiores exemplos de mentes inteligente e criativas está entre os legendários Steve Jobs, presidente da Apple© e Bill Gates, co-fundador da Microsoft©.

Por anos Jobs e Gates se viram entre competições muito acirradas. Sem se conhecerem passaram a querer desenvolver estruturas computacionais parecidas que na época ainda não existiam.

Nesse contexto, Gates com alguns amigos, em Harvard, resolveram querer entrar na “revolução”, como eles chamavam, e assim resolveram desenvolver um sistema operacional para o computador criado por uma empresa de informática da época.

Do outro lado estava Jobs, em sua garagem com alguns amigos também, estava tentando desenvolver algumas engenhocas computacionais.

Segundo o filme “Piratas do Vale do Silício”, de 1999, Jobs tinha como rival principal a IBM©, e tentava conseguir idéias de outras empresas a partir da manipulação das grandes mentes da Xerox©.

Com o tempo, Steve e Bill se conheceram e decidiram tentar uma parceria entre a Apple© e a Microsoft©. Mas Bill desenvolveu algumas tecnologias parecidas com a da Apple© e assim os dois tiveram conflitos que separaram as empresas definitivamente. Porém, mais tarde, um precisou do outro e Gates pôde então ver a frase que tanto dizia na prática “tente manter seus amigos próximos e seus inimigos mais próximos ainda”.

Steve Jobs é o personagem inteligente e Bill Gates o criativo.

Steve era capaz de julgar e aproveitar oportunidades para transformar os seus problemas em vantagens. Com isso ele conseguiu tirar grandes idéias de seus principais rivais tecnológicos e desenvolver uma grande empresa. Porém se fixou em detalhes que bloquearam alguns avanços, deixando a Apple© atrás da Microsoft©.

Gates conseguiu produzir idéias que revolucionaram a informática. Ele aproveitou conceitos desenvolvidos que se encontravam de forma “congelada” e aqueceu o seu desenvolvimento, criando produtos que até hoje são utilizados no mundo inteiro. Qualificou o processo e conseguiu se tornar o homem mais rico do mundo, durante um tempo.

Esse exemplo apenas serve para comprovar a necessidade do casamento entre inteligência e criatividade. Assim pode-se alcançar muito mais facilmente um objetivo em comum, ou seja, o sucesso. Uma empresa que visa buscar essa idéia, principalmente se for da área de projetos, com certeza alcançará reconhecimentos futuros.

[1]Liderança nas organizações, p. 18, Universidade Presbiteriana Mackenzie, SP.
[2]SAKAMOTO, C. K., Criatividade: uma visão integradora, Psicologia: teoria e prática, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2000, SP.

Relações Humanas

[photopress:2_oquee.jpg,full,alignleft]A Teoria das Relações Humanas explica diversos assuntos sobre a relação inter e intrapessoal. Com ela é possível crescer educacionalmente e profissionalmente. De extrema importância para qualquer área, as Engenharias também têm como matéria obrigatória as “Relações Humanas no Trabalho”.

Sou estudante de engenharia mecânica e tive que fazer um trabalho sobre o assunto. Tentei inovar criando um trabalho online, disponível no subdomínio desse site…

www.cientecno.com/rh

Acesse o endereço acima e entenda um pouco mais sobre o que é, qual a importância e aprenda dicas sobre as RELAÇÕES HUMANAS.

A evolução na Engenharia

Olha só o que Darwin não previa… Macacos estão cada vez mais inteligentes… Aí temos um ótimo exemplo de Darwinismo, propriamente dito, e Darwinismo Social (o qual seleciona os mais “aptos” da sociedade moderna). Sim, além de ficarem mais inteligentes, estão bem malandros…