UNESP Semana de Eng. 2011

Prepare-se para um dos eventos estudantis mais interessantes do ano.

De 22 a 26 de agosto, a UNESP de Bauru estará promovendo a Semana de Engenharia 2011 na universidade.

A semana de engenharia da Unesp acontece todo ano no mês de agosto e busca trazer aos alunos e interessados pelo assunto, conhecimento e novidades de diversas áreas das engenharias.

Todo ano o evento tem um tema específico e para 2011 é “Copa do Mundo 2014: as jogadas da Engenharia”. Nada mais propício para uma época em que tanto se fala em novas construções e tecnologias que visem a adequar o Brasil ao evento mundial organizado pela FIFA.

Muitos dos alunos que assistirão às palestras estarão no mercado de trabalho em breve e poderão participar das construções dos estádios e equipamentos que formarão o conjunto tecnológico que receberá o mundo em 2014 no Brasil.

Além das palestras promovidas por engenheiros das maiores empresas instaladas no Brasil, também terão mini-cursos de softwares constantemente aplicados à engenharia.

Empresas como Petrobras, Siemens, Camargo Correa, Bosh, Panasonic, Philips, Embraer, Ambev, entre outras, estarão presentes no evento repassando informações sobre novas tecnologias, dicas sobre a profissão e programas de estágio e trainee.

Para saber a programação completa, acesse o site www.semeng.feb.unesp.br

As inscrições para o evento vão de 04 a 16 de Agosto.

Abaixo você pode conferir um vídeo criado pela organização do evento, para divulgação.


Um Vidro-Metal?

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Não é loucura o que está escrito no título. Já foi desenvolvido um vídro metálico, com propriedades de tenacidade e resistência entre as maiores já existentes.

Cientistas de Materiais na Califórnia desenvolveram o vidro metálico que é uma microamálgama feita de paládio, tem uma estrutura química que neutraliza a fragilidade inerente do vidro, mas mantém sua resistência. Ele não é muito denso, e é mais leve que o aço, com peso comparável a de uma liga de alumínio ou titânio.

  • Para entender a importância do material criado, é necessário entender que TENACIDADE é a energia necessária para o material se romper e RESISTÊNCIA é quanta força o material pode aguentar até se deformar. Para entender melhor, pense em um material cerâmico, como uma xícara: apesar de dura, ela quebra facilmente, ou seja, sua tenacidade é baixa.

Ele provavelmente tem a melhor combinação de resistência e tenacidade já alcançada, diz Robert O. Ritchie, cientista de materiais do Lawrence Berkeley National Laboratory, um dos autores de um trabalho que descreve o novo vidro. Ele não é o material mais resistente já criado, mas com certeza é um dos melhores, com uma combinação de resistência e tenacidade.

Os cientistas do Instituto vem trabalhando no desenvolvimento de vidros há anos, procurando uma maneira de deixar eles menos quebradiços.

Cada elemento quer se cristalizar efetivamente cada um da sua maneira, então o processo de cristalização é desacelerado, disse Ritchie. “Ele é 100% vidro: não há nada para impedir as fissuras [o vidro faz isso sozinho], e acreditamos que este seja um avanço importante.

O vidro é caro e difícil de se produzir, devido à quantidade de metais envolvida e ao processo necessário para resfriá-los. Por isso demorará um certo tempo para vermos um materialzinho desse sendo aplicado no nosso dia-a-dia. Mas vale a pena saber que ele já pode ser desenvolvido.

Informações de Gizmodo

Compósito Sensorial

A busca por novos materiais e o desenvolvimento tecnológico de produtos cada vez mais resistentes aqueceu a pesquisa envolvendo materiais compósitos.

  • Materiais compósitos são aqueles compostos pela união de materiais diferentes que fornecem características específicas, formadas pelas características principais de cada material. Por exemplo a fibra de carbono, fibra de vidro, honeycomb, entre outros.

No meio dessas pesquisas surgem os cientistas do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, que criaram um novo material compósito que possui “capacidades sensoriais” em toda a sua extensão.

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O material foi desenvolvido pensando-se na questão de análises de cargas que os materiais estão submetidos quando aplicados em pás de geradores eólicos e superfícies de carros, por exemplo.

Atualmente ainda são utilizados sensores que são colados na superfície e submetidos a condições extremas do vento, analisando-se as características de deformação do material.

O novo material pode ser inserido no meio ou na superfície de peças estruturais feitas de materiais plásticos ou compósitos – o equivalente a instalar sensores na peça inteira. E ele pode entrar no processo normal de conformação, quando a peça ganha o seu formato final.

O “material sensorial” é uma mistura de plástico e metal, que entra em uma categoria chamada material compósito metal-polímero. Por poder ser formado por vários polímeros, é uma vantagem para diversas indústrias, pois além de poderem produzir os polímeros, sendo o material sintético, ele é mais fácil de ser produzido.

O funcionamento das suas Capacidades Sensoriais se dá pelas características de condutibilidade de calor e eletricidade. Quando o material é submetido a uma carga, sua resistência elétrica modifica-se podendo ser medida por fios ligados diretamente na superfície do material. Os sinais gerados são interpretados por um equipamento computacional de análise.

Como a leitura pode ser feita em diversos pontos, é possível determinar exatamente a coordenada onde a carga mais crítica foi aplicada e assim alterar o desenho, a performance ou a aerodinâmica do produto.

Segundo Arne Haberkorn, gerente do projeto, o material já foi testado em uma grande variedade de peças e aplicações e já está pronto para ser repassado à indústria.

Por que automatizar?

Projeto de automação mecânica aplicado em máquina de ensaios na Unesp de Bauru

Uma análise simples dos processos de automatização e um exemplo de projeto em pesquisa na Faculdade de Engenharia de Bauru

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O mundo moderno tem exigido cada vez mais velocidade e qualidade nos processos de produção. Com isso tem surgido a necessidade de se investir tecnologicamente, exigindo cada vez mais a utilização da automação.

Automação (do latim Automatus, que significa mover-se por si) é o sistema adaptado a um processo manual que é capaz de fazer análises e correções sem interferência direta do Homem.

Hoje esse sistema é amplamente utilizado nas empresas, gerando qualidade e produtividade. Mas não é só nelas que ele se aplica. Nesse contexto, gradualmente vem surgindo a presença das Universidades, pois os processos de automação acabam sobrepondo a possibilidade de compra de novas máquinas mais avançadas tecnologicamente e readequação das antigas.

Exemplo disso é o projeto em pesquisa na Universidade Estadual Paulista, campus de Bauru. O estudo visa a reengenharia de uma máquina universal de ensaios de materiais. A máquina, defasada tecnologicamente, se encontra no laboratório de Engenharia Civil da universidade.

O projeto idealizado pelo aluno de engenharia mecânica João Paulo de Oliveira Freitas, sob orientação do Prof. Dr. Luiz Antonio Vasques Hellmeisteir, tem como objetivo a obtenção de informações pelo uso de sensores (de pressão, encoders ou até mesmo paquímetro digital), placa de aquisição de dados e microcomputador. Com os dados fornecidos, é possível plotar gráficos que especificam a resistência do material submetido a forças externas por meio de coeficientes técnicos.

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Com isso é possível otimizar a obtenção dos dados de ensaio, melhorando a precisão do processo e, dessa forma, facilitar o estudo dos materiais pelos estudantes da universidade. Além disso, não será necessário a compra de uma nova máquina.[photopress:paquimetro.jpg,full,alignright]

Em paralelo com esse projeto, Hellmeisteir ainda orienta alunos em projeto de criação de máquina de fresamento CNC, escaneamento 3D e reconhecimento das características da madeira.

Autodesk incentiva estudantes

[photopress:autodesk.jpg,full,centered]A empresa norte-americana, Autodesk, é famosa pelos seus softwares voltados para Engenharia, Arquitetura e Desenho Industrial. Seus produtos oferecem ferramentas importantes para os profissionais da área que pretendem desenvolver projetos, fazer o modelamento tridimensional e realizar análises estruturais.

Pensando em expandir seus produtos para os estudantes, a Autodesk criou uma comunidade virtual onde, através de um cadastro pessoal, os estudantes interessados podem se informar sobre artigos, discutir com outros estudantes assuntos da área e o mais importante: FAZER DOWNLOAD GRÁTIS DOS PROGRAMAS.

Pelo site da comunidade Autodesk http://students.autodesk.com/ os estudantes podem, após o cadastro, fazer o download dos softwares da empresa gratuitamente, e ela oferece um registro com o nome do aluno, e-mail da faculdade, e outros detalhes. É fornecido um código de ativação e um serial. Após baixar o programa e instalar, é necessário fazer um novo registro, dando ao estudante o prazo de utilização de 13 meses, caso contrário o programa rodará por 3 meses.

São oferecidos programas para desenho industrial, animações, análises de tensões, engenharia civil, mecânica, entre outros.

Algumas universidades fazem uso do sistema, como a UNESP campus de Bauru, que em parceria com a Fundeb (Fundação para o Desenvolvimento de Bauru), oferece cursos aos estudantes interessados utilizando os softwares Autodesk.