Arquivos da Categoria ‘Brasil’

Artigo no Jornal da Cidade

Postado por João Paulo Em 9 de March de 2010

O post publicado aqui no CienTecno “Mentes que brilham: brilho ofuscado…” Foi enviado ao editor-chefe do Jornal da Cidade, João Jabbour. O texto foi aceito para publicação na seção “Opinião” do jornal, na edição de hoje, 9/3/2010.

Clique na imagem ao lado para ver a página completa com o texto publicado, ou veja o arquivo em PDF, através da versão digital do Jornal da Cidade, cliquando AQUI.

Mais uma vez fico grato pelo apoio dado pelo Jornal da Cidade de Bauru.

Mentes que brilham: bilho ofuscado…

Postado por João Paulo Em 8 de March de 2010

[photopress:mente.jpg,full,centered]

Por que há tanta fuga de cérebros no Brasil? Essa é uma pergunta comum em geopolítica, uma questão um tanto polêmica.

Há alguns dias postei uma notícia falando de um engenheiro brasileiro que desenvolveu um sistema computadorizado para prever deslizamentos de terra. Algo que teria grande utilidade ultimamente, principalmente no Brasil. Mas infelizmente, segundo ele, o projeto não teve nenhum interesse por parte de órgãos brasileiros de Ciência e Tecnologia. Resultado: foi forçado a procurar apoio no exterior, e encontrou.

No Brasil há muitos pesquisadores, mentes brilhantes capazes de desenvolver grandes tecnologias que favoreçam o país, mas por falta de investimento, ou mesmo descaso, grandes projetos acabam ficando no papel. Os principais centros de pesquisa em nosso país estão nas universidades públicas, mas o apoio dado aos projetos em desenvolvimento é pouco.

Comparado com grandes potências como os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha, o Brasil está no rodapé de um alpe econômico. Basta olhar as pesquisas publicadas. Um robô que reproduz emoções humanas, um material 53% mais duro que o diamante e ossos de aço para próteses são apenas alguns exemplos de tecnologias desenvolvidas nesses países. Enquanto isso os brasileiros ainda sofrem para conseguir apoio em suas pesquisas, por mais simples que sejam.

A questão principal é a educação de base. As crianças são àquelas mais propícias a manter um objetivo na cabeça, algo do tipo “vou ser bombeiro quando crescer”. Não menosprezando nenhuma profissão, mas é difícil você ouvir “vou ser cientista quando crescer”. Por quê? Na escola não há muito incentivo para que as crianças se tornem pesquisadores. Grande parte das escolas públicas, que têm laboratórios instalados, os utilizam com frequência.

É necessário então uma reestruturação escolar, visando o conhecimento teorico e também o prático nas áreas de ciência e engenharia. Não adianta depois ficar dizendo que o “Brasil não vai pra frente” se o próprio país não reconhece suas próprias capacidades. Uma nação tão estruturada do ponto de vista de recursos naturais, porém desestruturada na educação e no desenvolvimento.

Se você acha tudo isso mentira, jogo aqui uma questão: diga o nome de pelo menos três cientistas brasileiros de destaque e sua contribuição para os dias atuais. Ficou difícil? É isso aí, você não aprendeu nada disso na escola…

Freitas, J.P.O.

Imagem: Labspace

Vídeo: FAB + TECNOLOGIA

Postado por João Paulo Em 7 de March de 2010

[photopress:fab.jpg,thumb,alignright]Vídeo mostra o desenvolvimento tecnológico da FAB (Força Aérea Brasileira) nos últimos anos. O vídeo é de 31/12/2009.

Brasil busca projetos para redução dos resíduos eletrônicos

Postado por João Paulo Em 7 de March de 2010

Obsolescência acelerada

[photopress:eletronicos.jpg,full,alignright]O indiscutível progresso que a eletrônica e informática trouxeram para a humanidade não esconde um outro fato igualmente patente: os avanços tecnológicos colocaram desafios importantes à sociedade, entre os quais a necessidade de ações e de políticas para garantir a destinação adequada dos resíduos eletrônicos ao fim de sua vida útil.

Com a rapidez da evolução e do aperfeiçoamento dos produtos, computadores e celulares, por exemplo, tornam-se obsoletos e são abandonados continuamente. Esses equipamentos, descartados em lixões, oferecem risco para a saúde humana e para o meio ambiente devido à utilização em sua fabricação de metais pesados e outros elementos e compostos tóxicos, incluindo o chumbo e o mercúrio.

Aproveitamento do lixo eletrônico

No Brasil, iniciativas isoladas buscam minimizar o problema. Uma das soluções para mudar essa realidade partiu do Centro de Computação Eletrônica da Universidade de São Paulo (USP). A unidade inaugurou, recentemente, um centro de aproveitamento de lixo eletrônico (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática – Cedir) na Cidade Universitária. Para isso, um galpão de 400 m² foi adaptado para carga e descarga, depósito para categorização, triagem, destinação e adequação do material.

Entre os parceiros da USP está o Laboratório de Sustentabilidade do Massachusetts Institute Of Technology (MIT), dos Estados Unidos. Além da coleta dos resíduos, a ação resultou na aquisição de micros verdes, como são apelidados os PCs (computadores) fabricados sem chumbo e outros metais pesados; e a criação do selo verde, com certificação própria para identificar máquinas com material e funcionamento ambientalmente adequados.

Reciclagem x Inclusão social

Outra iniciativa de reciclagem de lixo eletrônico foi implantada pelo governo Federal a partir de 2004. O Projeto Computadores para Inclusão (Projeto CI) consiste numa rede nacional de reaproveitamento de equipamentos de informática, formação profissional e inclusão digital. Aparelhos descartados por órgãos do governo, empresas e pessoas físicas são recuperados nesses centros e doados a telecentros, escolas e bibliotecas de todo o País.

O projeto é coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, que estabelece parcerias locais para a manutenção e funcionamento das unidades de recondicionamento. Já foram implantados centros nas cidades de Porto Alegre (RS), Guarulhos (SP), Belo Horizonte (MG) e Gama (DF).

Ainda na Capital Federal, a Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) investiu no Projeto de Transferência de Tecnologia e Montagem de Computadores e Sistemas de Rede para Inclusão Social. A ação consistiu na capacitação de cerca de 400 pessoas da periferia, entre estudantes e desempregados, na cidade de Planaltina, a 38 km de Brasília. O grupo participou de um curso de manutenção e montagem de computadores e passou a recuperar equipamentos doados por instituições públicas e universidades. O trabalho foi realizado em parceria com o Instituto Novas Fronteiras da Cooperação (INSC), entidade com atuação na área social.

Projeto ambiental para o setor de eletroeletrônicos

O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI/MCT), em Campinas (SP), trabalha agora na estruturação e articulação de um novo projeto ambiental para o setor de eletroeletrônicos.

A proposta do intitulado Ambientronic é atuar em três frentes: apoio aos fabricantes na adequação de produtos, promoção do ecodesign e análise do ciclo de vida nas indústrias, e estímulo às indústrias de reciclagem para se adequarem às práticas internacionais.

“A grande questão é promover inovação com sustentabilidade. Como fazer uma coisa economicamente viável e socialmente interessante sem agredir o meio ambiente. Nesse ponto, podemos ajudar e dar suporte às empresas para que possam se adequar e elaborar produtos mais fáceis de reciclar”, ressalta o chefe da Divisão de Qualificação e Análise de Produtos Eletrônicos do CTI/MCT, Marcos Pimentel.

Ele cita ainda como exemplo políticas adotadas na Europa e no Japão, em que a responsabilidade pelo recolhimento é geralmente do fabricante ou de quem colocou o produto no mercado.

“Mas isso também tem custos; nos países ricos quem acaba pagando é o consumidor ou, de alguma maneira, a indústria. É uma questão relativamente complexa no aspecto da logística, porque o lixo eletrônico não é um resíduo normal, é perigoso e contém elementos tóxicos. É preciso saber quem fará esse recolhimento, como descartar e dar o destino correto. Todos esses aspectos estão em discussão entre governo, academia, empresas e recicladores”, conclui.

Além da questão técnica, Pimentel considera a falta de uma legislação adequada para a destinação dos resíduos eletrônicos um dos principais entraves a serem superados no Brasil. “Temos legislação especificamente para baterias, tanto que o índice de recolhimento passou a ser muito alto, mais de 95%, porque é obrigatório. Mas para eletroeletrônicos não existe. Um projeto de lei tramita, há muito tempo no Congresso Nacional e agora está sendo colocado na pauta. O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), responsável por encaminhar essas indicações, chamou novamente o grupo de trabalho e propôs um texto novo para enquadrar o segmento na Lei, dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, informa.

Ambientronic

A mobilização para elaborar a proposta do Ambientronic iniciou, há dois anos, com o levantamento das informações e oficinas com vários segmentos relacionados com eletroeletrônicos.

Um dos resultados práticos foi o acordo firmado com a Associação dos Fabricantes de Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo). “Vamos elaborar um projeto-piloto para ajudar empresas desse setor a conseguirem a certificação de ambientalmente corretas. A partir do conhecimento adquirido, pretendemos estender para o setor eletroeletrônico, que é muito mais amplo”, afirma José Rocha, responsável pelo Ambientronic no CTI.

O CTI trabalha em conjunto com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para adaptar regras internacionais à realidade brasileira. “Os produtos ambientalmente não corretos acabam vindo para o Brasil. Precisamos ter um sistema de avaliação e preparar nossas empresas para exportar para Europa, por exemplo. Já temos quatro laboratórios candidatos a fazer esses ensaios, dentro do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), um deles creditado pela ABNT. A meta é ter as normas estabelecidas, até o fim do ano, para formalizar os convênios necessários porque o MCT não tem como atuar sozinho nesta questão”, conclui Pimentel.

Fonte: Inovação Tecnológica

Iniciação: mais projetos, com melhor qualidade

Postado por João Paulo Em 7 de March de 2010

Fonte: Jornal da Unesp

O XXI Congresso de Iniciação Científica somou 2.850 trabalhos de jovens pesquisadores, com produções que confirmam o prestígio que a Universidade conquistou na área

DANIEL PATIRE

[photopress:microscopio.jpg,full,alignleft]O XXI Congresso de Iniciação Científica (CIC) da Unesp reuniu em São José do Rio Preto (SP) cerca de 2.800 trabalhos de alunos de graduação. Esse número representa um crescimento de quase 10% com relação à edição anterior, que contou com 2.557 projetos. Participaram também do encontro, realizado entre 3 e 7 de novembro, 208 pós-graduandos e mais de uma centena de professores das quatro grandes áreas do conhecimento – Ciências Agrárias, Biológicas, Exatas e Humanidades.

“A atividade de iniciação científica (IC) cresce qualitativa e quantitativamente na Universidade, atraindo o interesse tanto de alunos como de professores”, diz a pró-reitora de Pesquisa Maria José Soares Mendes Giannini, que ressalta a qualidade de vários estudos levados ao evento. “Muitos dos resumos apresentados poderiam ser publicados como artigos em revistas de divulgação científica”, garante.

O encontro foi organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Prope) e pelo Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce), câmpus de Rio Preto. Para promover uma maior interação entre os jovens estudiosos de temas afins, as apresentações foram divididas nas quatro áreas. Nos dias 3 e 4, foram apresentados os pôsteres de Exatas, enquanto os de Biológicas e Agrárias foram discutidos nos dias 4 e 5. Já os pôsteres e exposições orais das Humanidades ocorreram nos dias 6 e 7.

O professor Erivaldo Antônio da Silva, presidente da comissão organizadora do evento e coordenador-executivo do Pibic (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) na Unesp considera muito positivos os resultados obtidos pela Universidade. “No décimo CIC, tínhamos em torno de 800 alunos em todas as áreas”, assinala. “Hoje, após dez anos, Quadruplicamos esse número.”

O coordenador atribui esse aumento à criação do Pibic, em 1998, com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e à constante ampliação de bolsas oriundas de outras financiadoras, como a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Silva comenta que, no nono congresso, cerca de 60% dos participantes não possuíam bolsas para desenvolver suas pesquisas. “Hoje, 70% dos participantes do CIC recebem um tipo de bolsa que apoia o desenvolvimento de seus trabalhos.”

Formação – Uma característica dessa edição do encontro foi a participação mais efetiva de alunos que estão na fase inicial de suas pesquisas, entre o segundo e o terceiro ano. “E isso é muito importante, porque cria uma cultura científica desde o início do curso de graduação”, relata o professor Carlos Roberto Grandini, presidente do Comitê Científico da área de Exatas. Entre outras vantagens que o estudante obtém ao fazer a IC, segundo Grandini, está a formação como pesquisador, já que desde o início de seus estudos o jovem se envolve com o processo de produção do conhecimento.

A iniciação científica tem como objetivos incentivar novos talentos entre estudantes de graduação, contribuir para reduzir o tempo médio de titulação de mestres e doutores, estimular uma maior articulação entre a graduação e a pós-graduação, além de contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa. “Através da IC, os alunos também se tornam melhores profissionais, com mais criatividade e pensamento crítico, o que os leva a ousar”, complementa a pró-reitora de Pesquisa.

Participando de seu segundo congresso, a estudante Carolina Martinelli, da Faculdade de Odontologia, câmpus de São José dos Campos, se vê como uma profissional mais confiante. Ela realiza um estudo com cimento para próteses. “Para quem quer ser pesquisador, é importante ter esse contato com a investigação científica”, enfatiza.

O evento incentiva a interação com a pós-graduação, por exemplo, por meio da avaliação que mestrandos e doutorandos fazem dos projetos de IC. Para ampliar esse contato, nas duas últimas edições também foram programadas reuniões entre os estudantes dos dois níveis de ensino. “Iniciativas desse tipo estimulam os jovens pesquisadores a continuarem seus trabalhos”, ressalta a professora Terezinha Rangel Câmara, da Universidade Federal de Pernambuco e avaliadora externa do evento.

VEJA MAIS INFORMAÇÕES E OS PROJETOS PREMIADOS EM:

http://www.unesp.br/aci/jornal/251/capa-pesquisa.php

Imagem: depositoweb

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

Twitter

    Fotos

    Obi-Wan KenobiPortland's Force Field Shield Generators 3 of 3Portland's Force Field Shield Generators 2 of 3Portland's Force Field Shield Generators 1 of 3