Seu acelerador de partículas

Sabia que você tem um acelerador de partículas dentro da sua casa? A sua TV ou monitor é um acelerador, pois contém uma coisa chamada TUBOS DE RAIOS CATÓDICOS (CRT, uma expressão inglesa cathode ray tube), que funciona colocando as partículas de elétron  no catodo, acelerando-as e mudando-as de direção, usando eletroímãs no vácuo e,assim, colidindo-as com moléculas de fósforo e essa colisão aparecerá numa tela. Depois de tudo isso, é gerado um ponto de luz, ou seja, um pixel, na sua TV ou monitor. Fantástico não é?

Os grandes aceleradores de partículas funcionam da mesma forma, só diferem “um pouquinho” no tamanho e as partículas são aceleradas “um pouquinho” mais rápido, quase na velocidade da luz e as colisões geram mais partículas subatômicas (dentro do átomo) e em vários tipos de radiações nucleares, numa explosão de feixes de luz.

Essas partículas se comportam como um surfista pegando uma onda: é a onda que o empurra. Assim, dentro do acelerador, no caso das partículas, elas são aceleradas por ondas, mas ondas eletromagnéticas. Quanto mais força elas tiverem ao baterem umas ns outras(energia) nas colisões, melhor a visão da sua estrutura através dos feixes de luz gerados por elas.

Para que entendam melhor, vou utilizar outra analogia. Num jogo de bilhar, antes de começar, juntamos todas as bolas num triângulo, de maneira que possamos, ao iniciar o jogo, bater com o taco, com toda força, e espalhar as bolas.

Da mesma forma, ao aumentarmos a velocidade das partículas, estamos aumentando a energia da partícula. Velocidade é uma forma de energia. Assim como no taco de bilhar, a velocidade é usada para aumentar essa energia (força).

Existem dois tipos de aceleradores: os lineares, em que as partículas viajam por um caminho longo e reto num tubo de cobre e o circulares, em que elas viajam ao redor de um círculo até se  colidirem.

Bom, esse é só o começo, mas, para entenderem um pouco melhor essa história e conhecer um pouco mais sobre colisores de partículas, como o famoso e maior colisor conhecido, construído em Genebra, Suíça, oLHC (Lader Hadron Collider), acompanhem os próximos artigos. É interessantíssimo!

Exatas e Biológicas: união que valoriza a vida

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                Em um mundo onde a interdisciplinaridade está em alta, nada mais justo que unir duas áreas tão clássicas quanto as Exatas e as Biológicas.

                Medicina, a Ciência brotada das mãos de Hipócrates, passou décadas tendo seus conceitos confundidos com atos sobrenaturais. Somente com o crescer da curiosidade e da busca da verdade, foi sendo cada vez mais considerada a solução para muitos problemas físicos e até mesmo psicológicos.

                Mas o avançar da Medicina deixou algumas lacunas tecnológicas que só puderam ser tapadas com o surgimento de conhecimentos interdisciplinares que associavam as Ciências Exatas às Biológicas, como foi o caso da Física Médica, o conhecimento físico utilizado para fins médicos . Leonardo da Vinci, em meados do século XVI, é considerado o primeiro físico médico, devido aos seus estudos relacionados à biomecânica como a locomoção humana e o movimento do coração e do sangue no sistema cardiovascular.

                Hoje, a biomecânica é uma das áreas que mais associa essas duas grandes áreas do conhecimento científico. Existem vários estudos que unem engenheiros, médicos, físicos, químicos, biólogos, entre tantos outros profissionais que se dedicam à Ciência. O desenvolvimento de próteses e de exoesqueletos são exemplos básicos da biomecânica.

                Mais recentemente, tem-se falado em noticiários do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. Formado pela Universidade de São Paulo, ele tem trabalhado no Brasil e nos Estados Unidos em um projeto que se baseia em movimentar próteses mecânicas a partir do pensamento. Seu ideal para mostrar a importância de tal projeto, é conseguir que uma criança incapaz de andar possa, utilizando o exoesqueleto mecânico, dar o ponta pé inicial na próxima Copa. Algo tão surpreendente que já se fala em um possível Nobel ao cientista brasileiro. Porém tal demonstração é apenas um dos primeiros resultados de sua pesquisa que cresce a cada dia.

                Mas estudos de próteses não estão tão longe quanto se pensa. Na própria Universidade de São Paulo e na Universidade Estadual Paulista, ambas em Bauru/SP, há projetos envolvendo professores, graduandos, mestrandos e doutorandos de Engenharia Mecânica e Odontologia no projeto de próteses ortodônticas. A ideia é inicialmente analisar algumas próteses já existentes ou arcadas dentárias por meio de tomografia computadorizada e posteriormente trabalhar nesses dados em computador, projetando novas próteses e tecnologias ortodônticas. A análise computacional de resistência das próteses é realizada por meio de discretização da geometria (divisão em pedacinhos) por meio do Método dos Elementos Finitos, conhecido em Engenharia. Cada pedacinho fornece uma rigidez e uma deformação, dados utilizados para o cálculo de sua resistência.

                Em vista disso tudo fica clara a necessidade da integração entre essas áreas tão importantes no dia-a-dia. Seja Medicina, Física, Engenharia, Biologia, Química, ou qualquer outra Ciência que busque o conhecimento, a necessidade real que o mundo quer e que todos precisam são ideias inovadoras que ajudem muito mais que os próprios profissionais ou a quem deles tanto precisam, mas sim a Vida como um todo.

Estamos caminhando juntos com a tecnologia?

Autora: Cibele Sidney

A tecnologia e a ciência estão caminhando juntas e numa velocidade assombrosa, mas, de repente, me deparo com jovens que não acompanham esse avanço. Hoje, nos deparamos com adolescentes que sabem utilizar celulares, computadores, Ipads e etc. de última geração, mas a questão é: Sabem realmente?

Os recursos utilizados num simples celular são tão grandes que nem temos tempo de aprender a utilizar. Hoje os adolescentes digitam cada vez mais rápido, trocam informações, músicas e etc., mas com que utilidade? Para que aprendem tudo isso se na hora de se comunicar, de redigir ou se informar não sabem fazê-lo.

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Estamos no mundo onde é tudo muito grande ou muito pequeno, hoje não usamos mais o termo “mil”, usamos milhões, bilhões ou 1 000 000 ou 105 e infelizmente muitos não se dão conta disso. Diante de tal inovação tecnológica o mais natural seria que jovens procurassem cada vez mais a área, pois é uma área rentável, onde o crescimento e o conhecimento cada vez maior e melhor. Mas não é assim que as coisas funcionam, pois a coisa está inversamente proporcional, ou seja, quanto mais a ciência e a tecnologia avançam menor o número de pessoas interessadas e sabem por quê?

Porque é uma área que exige muito da curiosidade e do conhecimento e, pelo que vejo hoje em dia, ninguém está em busca do desafio, do difícil. O jovem hoje está em busca do saber, mas não do conhecer. Sabem mexer, mas não conhecem o funcionamento. É muito triste, pois vamos chegar num ponto onde não vai haver mais profissionais para as áreas tecnológicas e científicas. Mas e o progresso?

Médicos precisam de aparelhos, cada vez mais sofisticados, mas quem vai ter o conhecimento de criar ou fazer a manutenção desses equipamentos? Hoje temos tomografias que utilizam antipartículas e quem conhece as antipartículas? A ciência e a tecnologia, certo?

CURSO DE ELEMENTOS FINITOS

O NCE, Núcleo de Cálculos Especiais, empresa de engenharia que presta serviços de análise estrutural pelo Método de Elementos Finitos (MEF) e soluções na área de CAE (Computer Aided Engineering), está com vagas abertas para o curso “Elementos Finitos- A base da tecnologia CAE”. São 35 vagas destinadas aos alunos da FEB e 10 para empresas da região.

O curso de 40 horas será ministrado pelo Prof. Dr. Avelino Alves Filho, com duração de cinco dias, 8, 9, 12, 13 e 14 de dezembro.

Para que a empresa confirme a realização do curso é necessário que haja um número mínimo de 20 participantes.

Os interessados a participarem do curso devem preencher uma lista de interesse disponível no site da Pro Junior (www.projuniorbauru.com.br)

Os participantes do curso terão direito a uma apostila e a um certificado.

 O preço do curso para alunos da Unesp é de R$700,00 e R$2000,00 para as empresas.

Este valor pode ser parcelado em 3 vezes, pagos nos dias 17/10, 15/11 e 05/12.

Este curso está sendo viabilizado pelo Aerodesign, Baja e Pro Junior e conta com o apoio da FEB e do departamento de Engenharia Mecânica.