Esquecer o Farol Alto? Nunca mais!

[photopress:farol.jpg,full,alignleft]É isso aí. Para aqueles motoristas esquecidinhos (quem nunca fez isso) que deixa sempre o farol alto acesso e acaba atrapalhando outros motoristas, chegou o COMMUTER. Esse sistema desenvolvido por três estudiosos, entre eles Dovany Nonato, promete trocar o facho dos faróis dos automóveis automaticamente.

Estudos mostram que a visão ofuscada pelo farol alto demora até sete segundos para ser recuperada, tempo em que um veículo a 80km/h percore 155 metros, o suficiente para causar um grave acidente. Pensando nisso, os pesquisadores explicam a importância do sistema. Seu funcionamento não é muito complicado de se entender. O COMMUTER é acionado automaticamente quando o farol alto do veículo é ligado. Dessa forma, a partir de sensores, o sistema identifica a presença de um carro vindo no sentido oposto e assim, diminui a incidência de luz contra esse veículo. E após o cruzamento, volta a aumentar a incidência de luz ao verificar a ausência de carros à sua frente.

O COMMUTER demorou cinco anos para ser desenvolvido e já foi homologado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Motor flutuante dispensa eixo e gira sobre água

Holly Sheahan – Royal Society of Chemistry – 31/05/2010 [inovação tecnológica]

[photopress:010165100531_minimotor_voador.jpg,full,alignright]Cientist as japoneses criaram um motor rotativo apoiado unicamente em uma gota de água, girando em seu interior quando um campo elétrico é aplicado à gota.

O feito tem grande potencial para uso em dispositivos ópticos e nos biochips.

Motor fluídico

Hoje, são usados fluidos transparentes com altos índices de refração para controlar o movimento ou a inclinação de microplacas, que por sua vez controlam a passagem da luz usada para controlar as reações ou detectar compostos químicos no interior dos biochips.

Os cientistas já haviam conseguido fazer com que as placas se movessem na horizontal e na vertical, mas até agora nenhum grupo havia conseguido fazer um movimento giratório.

Como os polarizadores ou as redes refratoras normalmente têm suas funções controladas por movimentos rotacionais, um “motor fluídico” era um objetivo longamente perseguido.

Motor flutuante

O feito foi alcançado pelo Dr. Atsushi Takei e seus colegas da Universidade de Tóquio, que exploraram um fenômeno conhecido como electrowetting, ou eletroumectação – a capacidade de controlar eletricamente como os líquidos interagem com superfícies sólidas.

O motor é formado por um rotor metálico, não circular, depositado sobre uma gota de água ou outro fluido.

Para fazer a energia chegar ao motor flutuante, foram construídos eletrodos dispostos ao redor da gota. Com a alteração da tensão aplicada aos eletrodos, a gota se deforma, criando um torque entre a gota e o rotor, fazendo com que o rotor gire.

Motor transparente

Os pesquisadores enfatizam que a maior vantagem do seu motor flutuante é que ele pode ser fabricado inteiramente com materiais transparentes, o que o torna totalmente adequado para aplicações ópticas.

Eles agora pretendem partir para a miniaturização dos motores flutuantes, porque os dispositivos ópticos estão sendo construídos cada vez em menor escala. Segundo o grupo, o maior desafio é que, quanto menor a escala, mais difícil se torna controlar as forças sobre a gota.

Ciência, tecnologia e inovação são fundamentais para desenvolvimento científico

Fonte: Jornal da Ciência

Primeira sessão plenária da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI) define um dos conceitos básicos da temática do evento

Desenvolvimento sustentável está na moda, mas o que exatamente ele significa? Para a geógrafa Bertha Becker, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em desenvolvimento da Amazônia, o termo é de difícil definição. Para ela, desenvolvimento sustentável não é um estágio final, mas um processo contínuo de mudança rumo a um alvo móvel, que pode ser alcançado por diferentes caminhos, e implica, necessariamente, uma mudança de padrão de desenvolvimento.

“Há vários projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia, mas eles são incapazes de resolver o problema do desenvolvimento econômico pela via do desmatamento”, disse Bertha, em sessão plenária sobre o tema no primeiro dia da 4ª CNCTI, nesta quarta-feira, dia 26.

Nesse sentido, ao sugerir a necessidade de haver um novo padrão de desenvolvimento, a geógrafa refuta os caminhos mais em voga atualmente: a economia verde, de baixo carbono; e a mercantilização dos produtos naturais mais básicos – “ar, água, vida”. Nesse contexto, Bertha é crítica do pagamento por serviços ambientais e de sua principal ferramenta, o Reed (redução de emissões por desmatamento).

“É preciso atribuir valor para a floresta em pé, mas não pelo simples financiamento”, afirmou a professora, cobrando projetos e políticas capazes de explorar economicamente a floresta sem destruí-la. Nesses projetos, o desenvolvimento de novas tecnologias, baseadas na biotecnologia e engenharia genética, seria fundamental.

Introduzindo uma visão empresarial ao debate, o presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Pedro Passos – um dos sócios fundadores da fabricante de cosméticos Natura -, defendeu as iniciativas em prol de uma economia de baixo carbono, sem discordar da necessidade de um novo padrão de desenvolvimento proposto por Bertha Becker.

Segundo o empresário, um cenário global marcado por mudanças climáticas, crescimento populacional, formação de megacidades e aumento da demanda por recursos básicos exigirá essa nova economia.

“O aumento da eficiência no gasto de energia é imperioso”, disse Passos, para quem os agentes econômicos serão pressionados por consumidores e legislações cada vez mais rígidas e de caráter transnacional para fazerem essa passagem à economia de baixo carbono. Segundo o presidente do Iedi, a transição para modelos mais eficientes está na agenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para fazer essa transição, destacou o empresário, também será necessário investir em ciência, tecnologia e inovação. “O Brasil tem que ser um pólo de biotecnologia”, disse Passos, que exigiu também metas ousadas para a melhoria da qualidade da educação básica no país.

Nesse tema, o coordenador da sessão plenária, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), arrancou aplausos da plateia ao conclamar os candidatos à sucessão presidencial a incluírem a melhoria da educação básica entre suas prioridades de fato.

(Vinicius Neder, do Jornal da Ciência)

Psicologia e Tecnologia: CIÊNCIAS NECESSÁRIAS

Quando se pensa em tecnologia ou gestão de projetos, logo o comum é imaginar engenhocas futuristas e cientistas loucos. Mas a realidade se encontra um tanto quanto longe dessas imaginações fictícias.

A tecnologia vem alcançando, há anos, grande espaço no cenário mundial das empresas de qualquer área. Da mais campestre à mais extraordinariamente digital, as compahias tem se preocupado com equipes de inovação tecnológica, e é nesse contexto que uma ciência menos exata se encaixa: a Psicologia.

É fácil encontrar, nos dias atuais, profissionais se especializando no estudo de comportamentos humanos entre funcionários de empresas e desenvolvedores de projetos. Esse novo quadro tem aberto as portas para curiosidades quanto à liderança e gerenciamento de grupos de projeto.

Uma das áreas estudadas pela psicologia é a relação entre Inteligência e Criatividade. Duas qualidades de grande importância na hora de projetar uma inovação em uma empresa, visto que para isso é necessário o envolvimento de vários profissionais.

– Inteligência: é um potencial inato de uma pessoa, para fazer julgamentos adequados, aproveitar experiências ou para encontrar a maneira adequada de enfrentar os novos problemas ou novas condições de vida. [1]

– Criatividade: é a expressão de um potencial humano de realização, que se manifesta através das atividades humanas e gera produtos na ocorrência de seu processo. [2] Essa expressão capacita a qualidade de produção de um indivíduo.

Indivíduos criativos não são necessariamente inteligentes. A inteligência potencia um indivíduo a realizar ações que o favoreçam ou que sejam capazes de resolver um problema e transformá-lo favorável na dinâmica de desenvolvimento. Já a criatividade disponibiliza um favorecimento direto de forma menos formal. Ou seja, a criatividade aproveita a capacidade de um indivíduo para gerar produções de sucesso, transformando o lixo em luxo.

Um dos maiores exemplos de mentes inteligente e criativas está entre os legendários Steve Jobs, presidente da Apple© e Bill Gates, co-fundador da Microsoft©.

Por anos Jobs e Gates se viram entre competições muito acirradas. Sem se conhecerem passaram a querer desenvolver estruturas computacionais parecidas que na época ainda não existiam.

Nesse contexto, Gates com alguns amigos, em Harvard, resolveram querer entrar na “revolução”, como eles chamavam, e assim resolveram desenvolver um sistema operacional para o computador criado por uma empresa de informática da época.

Do outro lado estava Jobs, em sua garagem com alguns amigos também, estava tentando desenvolver algumas engenhocas computacionais.

Segundo o filme “Piratas do Vale do Silício”, de 1999, Jobs tinha como rival principal a IBM©, e tentava conseguir idéias de outras empresas a partir da manipulação das grandes mentes da Xerox©.

Com o tempo, Steve e Bill se conheceram e decidiram tentar uma parceria entre a Apple© e a Microsoft©. Mas Bill desenvolveu algumas tecnologias parecidas com a da Apple© e assim os dois tiveram conflitos que separaram as empresas definitivamente. Porém, mais tarde, um precisou do outro e Gates pôde então ver a frase que tanto dizia na prática “tente manter seus amigos próximos e seus inimigos mais próximos ainda”.

Steve Jobs é o personagem inteligente e Bill Gates o criativo.

Steve era capaz de julgar e aproveitar oportunidades para transformar os seus problemas em vantagens. Com isso ele conseguiu tirar grandes idéias de seus principais rivais tecnológicos e desenvolver uma grande empresa. Porém se fixou em detalhes que bloquearam alguns avanços, deixando a Apple© atrás da Microsoft©.

Gates conseguiu produzir idéias que revolucionaram a informática. Ele aproveitou conceitos desenvolvidos que se encontravam de forma “congelada” e aqueceu o seu desenvolvimento, criando produtos que até hoje são utilizados no mundo inteiro. Qualificou o processo e conseguiu se tornar o homem mais rico do mundo, durante um tempo.

Esse exemplo apenas serve para comprovar a necessidade do casamento entre inteligência e criatividade. Assim pode-se alcançar muito mais facilmente um objetivo em comum, ou seja, o sucesso. Uma empresa que visa buscar essa idéia, principalmente se for da área de projetos, com certeza alcançará reconhecimentos futuros.

[1]Liderança nas organizações, p. 18, Universidade Presbiteriana Mackenzie, SP.
[2]SAKAMOTO, C. K., Criatividade: uma visão integradora, Psicologia: teoria e prática, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2000, SP.

Fórum de extensão: SUCESSO

Há alguns dias atrás postei algumas informações sobre o Fórum de Extensão Universitária do Câmpus de Bauru (UNESP). Dessa vez venho, por meio deste, comentar o sucesso atingido pelo evento.

Durante os dias 26 e 27 de abril, a Unesp de Bauru, formada pelas Faculdades de Engenharia (FEB), Ciências (FC) e Artes, Arquitetura e Comunicação (FAAC) com o apoio da empresa Jr. RP JR e da Fundação para o Desenvolvimento de Bauru (FunDeB), Fundunesp e Proex, apresentou o FÓRUM DE EXTENSÃO.

No evento estavam presentes grandes mentes das principais universidades do país, que discutiram métodos, procedimentos, condições atuais, qualidade e aplicação da Extensão, bem como sua importância para a sociedade e para os alunos universitários.

Grandes projetos foram apresentados no evento, sobre as mais diversas áreas do conhecimento. Eu mesmo apresentei sobre meu projeto de extensão, “Difusão da tecnologia CAD e CNC como ferramenta básica de criação e produção em pequena escala, acessível à comunidade”. Além desse projeto, outros foram de destaque, tais como o Projeto de Aerodesign desenvolvido no câmpus, apresentado por um amigo, Marco Aurélio Matunaga. Também estiveram presentes projetos sobre energia renovável, oficinas de robôs, e reaproveitamento de resíduos sólidos no câmpus. Este último foi um dos premiados por seu conteúdo, apresentado por outro amigo, Murilo Borges Campos Tonhati.

A qualidade do evento foi de se destacar, onde pudemos ver, durante as apresentações, a qualidade e a grande quantidade de projetos que são desenvolvidos em nosso câmpus, porém que muitas vezes nem sabemos, pois acabam por se apagar em mídias internas, isso quando são divulgados. Esse ponto foi um dos discutidos na finalização do evento. Foi sugerido por alguns participantes a maior divulgação do evento nas mídias regionais, para que se possa alcançar maior público possível da sociedade não só acadêmica.

Os vice-diretores das três faculdades da Unesp de Bauru (FEB, FAAC, FC), estiveram presentes na cerimônia final, onde puderam ouvir sugestões, como a citada anterior, e também agradecer a participação de todos. Eles discutiram a possibilidade de se desenvolver alguma mídia interna, ou externa, específica sobre projetos de extensão universitária, visto que o número de inscritos no evento foi muito mais do que o esperado, sugerindo então um maior foco educacional e informativo.