Vídeo: FAB + TECNOLOGIA

Postado por João Paulo Em 7 de March de 2010

[photopress:fab.jpg,thumb,alignright]Vídeo mostra o desenvolvimento tecnológico da FAB (Força Aérea Brasileira) nos últimos anos. O vídeo é de 31/12/2009.

Iniciação: mais projetos, com melhor qualidade

Postado por João Paulo Em 7 de March de 2010

Fonte: Jornal da Unesp

O XXI Congresso de Iniciação Científica somou 2.850 trabalhos de jovens pesquisadores, com produções que confirmam o prestígio que a Universidade conquistou na área

DANIEL PATIRE

[photopress:microscopio.jpg,full,alignleft]O XXI Congresso de Iniciação Científica (CIC) da Unesp reuniu em São José do Rio Preto (SP) cerca de 2.800 trabalhos de alunos de graduação. Esse número representa um crescimento de quase 10% com relação à edição anterior, que contou com 2.557 projetos. Participaram também do encontro, realizado entre 3 e 7 de novembro, 208 pós-graduandos e mais de uma centena de professores das quatro grandes áreas do conhecimento – Ciências Agrárias, Biológicas, Exatas e Humanidades.

“A atividade de iniciação científica (IC) cresce qualitativa e quantitativamente na Universidade, atraindo o interesse tanto de alunos como de professores”, diz a pró-reitora de Pesquisa Maria José Soares Mendes Giannini, que ressalta a qualidade de vários estudos levados ao evento. “Muitos dos resumos apresentados poderiam ser publicados como artigos em revistas de divulgação científica”, garante.

O encontro foi organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Prope) e pelo Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce), câmpus de Rio Preto. Para promover uma maior interação entre os jovens estudiosos de temas afins, as apresentações foram divididas nas quatro áreas. Nos dias 3 e 4, foram apresentados os pôsteres de Exatas, enquanto os de Biológicas e Agrárias foram discutidos nos dias 4 e 5. Já os pôsteres e exposições orais das Humanidades ocorreram nos dias 6 e 7.

O professor Erivaldo Antônio da Silva, presidente da comissão organizadora do evento e coordenador-executivo do Pibic (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) na Unesp considera muito positivos os resultados obtidos pela Universidade. “No décimo CIC, tínhamos em torno de 800 alunos em todas as áreas”, assinala. “Hoje, após dez anos, Quadruplicamos esse número.”

O coordenador atribui esse aumento à criação do Pibic, em 1998, com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e à constante ampliação de bolsas oriundas de outras financiadoras, como a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Silva comenta que, no nono congresso, cerca de 60% dos participantes não possuíam bolsas para desenvolver suas pesquisas. “Hoje, 70% dos participantes do CIC recebem um tipo de bolsa que apoia o desenvolvimento de seus trabalhos.”

Formação – Uma característica dessa edição do encontro foi a participação mais efetiva de alunos que estão na fase inicial de suas pesquisas, entre o segundo e o terceiro ano. “E isso é muito importante, porque cria uma cultura científica desde o início do curso de graduação”, relata o professor Carlos Roberto Grandini, presidente do Comitê Científico da área de Exatas. Entre outras vantagens que o estudante obtém ao fazer a IC, segundo Grandini, está a formação como pesquisador, já que desde o início de seus estudos o jovem se envolve com o processo de produção do conhecimento.

A iniciação científica tem como objetivos incentivar novos talentos entre estudantes de graduação, contribuir para reduzir o tempo médio de titulação de mestres e doutores, estimular uma maior articulação entre a graduação e a pós-graduação, além de contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa. “Através da IC, os alunos também se tornam melhores profissionais, com mais criatividade e pensamento crítico, o que os leva a ousar”, complementa a pró-reitora de Pesquisa.

Participando de seu segundo congresso, a estudante Carolina Martinelli, da Faculdade de Odontologia, câmpus de São José dos Campos, se vê como uma profissional mais confiante. Ela realiza um estudo com cimento para próteses. “Para quem quer ser pesquisador, é importante ter esse contato com a investigação científica”, enfatiza.

O evento incentiva a interação com a pós-graduação, por exemplo, por meio da avaliação que mestrandos e doutorandos fazem dos projetos de IC. Para ampliar esse contato, nas duas últimas edições também foram programadas reuniões entre os estudantes dos dois níveis de ensino. “Iniciativas desse tipo estimulam os jovens pesquisadores a continuarem seus trabalhos”, ressalta a professora Terezinha Rangel Câmara, da Universidade Federal de Pernambuco e avaliadora externa do evento.

VEJA MAIS INFORMAÇÕES E OS PROJETOS PREMIADOS EM:

http://www.unesp.br/aci/jornal/251/capa-pesquisa.php

Imagem: depositoweb

Estudantes de ensino médio participam de evento internacional de pesquisa

Postado por João Paulo Em 28 de February de 2010

Desde 15 de fevereiro, mais de 6 mil estudantes de ensino médio de todo o mundo têm tido acesso ao ambiente de pesquisa sobre partículas elementares e suas interações, no programa “MasterClass: Trabalhando com a Física de Altas Energias”.

A iniciativa vai até o dia 5 de março. Estudantes paulistas do ensino médio têm o seu dia de atividades nesta quarta-feira (24/02), no Instituto de Física Teórica da Unesp, câmpus da Barra Funda. Participam estudantes e professores do Colégio Dante Alighieri, da Escola Vera Cruz, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFSP) e da Escola Nossa Senhora das Graças.

Por meio de videoconferência, os estudantes se juntam aos seus colegas de Mons, na Bélgica; Estrasburgo, na França; Atenas, na Grécia; Bergen, na Noruega; e Vila Real, em Portugal para aprender e discutir como se dá a pesquisa em Física de Altas Energias. Os professores do ensino médio participaram ontem (23/02) do Masterclass. O idioma utilizado na videoconferência é o inglês.

Os participantes trabalham lado a lado com cientistas de 90 universidades e institutos de pesquisa de 22 países para analisar dados de colisões de partículas elementares, produzidos no acelerador Large Electron Positron (LEP), do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), laboratório europeu situado em Genebra.

O programa “MasterClass: Trabalhando com a Física de Altas Energias” (em inglês, “Hands-on Particle Physics MasterClasses”) é organizado pelo EPPOG (European Particle Physics Outreach Group) e realizado pelo sexto ano consecutivo.

Apresentação do LHC

O MasterClass permite aos participantes que aprendam sobre o mundo das partículas subatômicas por meio de apresentações acessíveis a não especialistas, ministradas por cientistas envolvidos diretamente com a pesquisa nessa área. As palestras e exercícios deste ano dão uma visão panorâmica sobre o funcionamento do Grande Anel de Colisão de Hádrons (Large Hadron Collider – LHC), atualmente em operação no CERN.

Os estudantes trabalham com dados armazenados por experimentos de aceleradores de partículas do CERN. Examinam resultados experimentais de colisões entre elétrons e pósitrons, viajando próximos à velocidade da luz em um acelerador com 27 km de circunferência e usam programas de computador para analisar dados gravados por experimentos do Large Electron Positron (LEP), que operou durante a década de 90 e que agora dá lugar ao LHC. Por videoconferência, os estudantes comparam e discutem os resultados de suas análises com participantes de outros países, da mesma forma que físicos de Altas Energias fazem cotidianamente em suas colaborações internacionais.

“Físicos por um dia”

Os professores do ensino médio também tiveram a oportunidade de ser “um físico de partículas por um dia”: cientistas ao redor do mundo também organizam o Dia de Pesquisa do Professor. Assim, os professores assistem às palestras preparatórias e recebem material e sugestões para aulas futuras. Trabalham com dados reais de Física de Partículas e discutem formas de incorporar conceitos dessa área em suas aulas.

O programa MasterClass 2010 conta com a participação de instituições brasileiras pela terceira vez consecutiva. Tomam parte o Centro Regional de Análise de São Paulo (SPRACE), que envolve pesquisadores da Unesp e da UFABC (Universidade Federal do ABC), e o grupo de Física de Altas Energias da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Esses pesquisadores participam da pesquisa científica em Física de Altas Energias como membros da Colaboração CMS (Compact Muon Solenoid) do CERN.

No sábado (27/02), o MasterClass 2010 contará com estudantes do Rio de Janeiro, além de alunos e professores do projeto Casa da Física, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Gire para gerar energia

Postado por João Paulo Em 25 de February de 2010

Fonte: Gadgets – Como tudo funciona

[photopress:bateria.jpg,full,alignleft]Que tal conseguir alguns preciosos minutos de energia para seu celular apenas girando uma bateria extra no dedo, tal como faz com seus chaveiros sempre que está de bobeira?

Esse produto-conceito dos engenheiros chineses Song Teaho e Hyejin Lee ainda não entrou em produção comercial, mas pode ser uma solução interessante em tempos de tecnologia verde.

Os designers dizem que se ele for girado 130 vezes, gera energia suficiente para uma chamada de 2 minutos ou para 25 minutos em modo de espera, o que pode ser o suficiente para avisar que seu carro quebrou no meio do nada, por exemplo. A conferir!

Detalhes Pumplon Wheel

Postado por João Paulo Em 24 de February de 2010

Há alguns dias atrás, postei um texto falando sobre o projeto de “Reinvenção da Roda”. Nele dei uma passada bem rápida sobre o que o professor Osmar Vicente Rodrigues, da Unesp de Bauru, pretendia idealizar.  

A pedido do CienTecno.com, Rodrigues passou um texto muito interessante e algumas imagens para publicar no site e também para, a partir deles, escrever sobre o projeto e divulgá-lo em uma revista eletrônica da USP. 

Agradeço a atenção do professor. Abaixo está o texto e as imagens. Nele, o pesquisador dá uma introdução e explica melhor como funciona o invento. 

PUMPLON WHEEL: UMA RODA FORA-DE-ESTRADA

 

Introdução 

Atualmente, 90% das estradas do mundo não são pavimentadas. Entretanto, paradoxicamente, a maciça maioria das pesquisas em design automobilístico estão muito mais voltadas às condições de transporte em estradas pavimentadas do que as condições ‘off-road’. Os motoristas enfrentam, frequentemente, condições de terreno e obstáculos bastante imprevisíveis. Em qualquer atividade de transporte, uma superfície precisa ser suficientemente resistente para evitar que os veículos afundem e ou encalhem, interrompendo assim a viagem. Entretanto, o que é bom em uma situação particular, pode não ser para outra. Por exemplo, um design de pneu com uma pequena área de contato combinado com alta pressão é bastante eficiente em lama com uma acentuada quantidade de água, ao passo que uma área de contato maior e baixa pressão fazem a diferença em terra fofa ou areia. 

Mas qual é o desafio? 

Nenhuma tecnologia hoje disponível possui uma adequada relação custo-benefício ou capacidade de permitir um transporte em todo tipo de terreno e obstáculos. O desafio é, portanto, garantir confiabilidade, segurança e viagens economicamente viáveis e sem interrupções em condições fora de estrada, em especial na agricultura. 

O que é a roda ‘Pumplon Wheel’ 

O conceito ‘Pumplon Wheel’ foi desenvolvido para o transporte todo-terreno, em particular para o uso agrícola. Trata-se de um novo e revolucionário conceito de roda capaz de mudar a própria forma e dimensões de acordo com diferentes condições de terreno, substituindo pneus convencionais nas situações de transporte fora de estrada. Com tais atributos, essa roda reduz significantemente o tempo de viagem, evitando atolamentos e a resultante interrupção do percurso. 

A ‘Pumplon Wheel’ é único, primeiramente, por ser o primeiro no mundo capaz de alterar sua própria largura e diâmetro, alterando consequentemente sua forma e dimensões. E em segundo, porque este pode alterar tanto a área quanto a pressão de contato com o solo de acordo com a necessidade. 

Com a sua capacidade em alterar sua forma e dimensões, indo de uma largura menor seguida de um diâmetro maior à uma largura maior seguida de um diâmetro menor (ver Figuras 1,2,3,4,5 e 6), a consequente mudança na área de contato com o solo e pressão de contato geram diferentes distribuições do peso em cada uma das rodas, e assim permitem melhores resistências de rolagem do veículo, para diferentes tipos de solo e condições de superfície, independentemente do clima. 

 

Figuras 1, 2 e 3: A estrutura da ‘Pumplon Wheel’ em três diferentes formas e dimensões. 

 Figuras 4, 5 e 6: A roda ‘Pumplon Wheel’ incluindo sua estrutura e corpo em borracha. 

  

Chuva é um aspecto importantíssimo na agricultura, especialmente em países tropicais, o número de dias chuvosos por mês pode facilmente atingir a marca de 15 dias de chuva por mês em seis meses do ano (ver Figura 7). De um lado, chuva é vital para as plantas, mas de outro, essa mesma chuva compromete parte das atividades agrícolas, em particular aquelas que dependem de veículos nas plantações. Nos casos em que um negócio depende da produção agrícola e da industrialização daquilo que é colhido, a dificuldade de acesso às áreas plantadas compromete a produção industrial, custando milhões para as empresas agrícolas. 

  Figura 7 – A proporção de dias chuvosos na área central do Estado de São Paulo. 

Source: ESALQ – USP 

  

 De acordo com Beleboni (2006), uma plantação de cana de açucar pode ser comprometida em até 20%, devido a compactação do solo (ver Figura 8). Se nós considerarmos uma usina com capacidade de moagem de 2 milhões de toneladas por ano, isso significa uma perda da ordem de R$ 20 milhões. Ou seja, compactação do solo, definitivamente, não é boa para as plantas, o que acaba gerando um paradoxo em termos de maquinaria agrícola, já que esta tem se tornado maior e mais potente ao longo dos anos. 

Figura 8: Secção de um terreno agrícola mostrando a camada de solo compactado. 

Source: Rubismar Stolf 

  

  

Como nós podemos ver, existe um potencial enorme de aplicação para soluções como a ‘Pumplon Wheel’ nesse cenário, no sentido de se obter um melhor equilíbrio entre a área de contato e pressão de contato de qualquer veículo ou máquina. Como tal solução pode minimizar a ação do peso dos veículos sobre as plantações, pode-se dizer que tal equilíbrio faz dessa roda um produto também ambientalmente correto. 

  

Muito embora ela seja simples em muitos aspectos, a ‘Pumplon Wheel’ apresenta tecnologias bastante distintas, alinhando o óbvio, em termos de princípios, com o simples, em termos de produto, para atingir os seus objetivos de mobilidade. Do ponto de vista da fabricação, isso significa que esse produto é exequível tanto para uma abordagem vertical (interna) quanto horizontal (terceirizada) de produção. Tão importante quanto isso, é o fato de que em sendo um produto simples, qualquer parte dele pode ser produzida por diferentes fabricantes em qualquer parte do mundo, sem a necessidade de um alto nível de especialização. 

  

A ‘Pumplon Wheel’ foi inventada pelo Prof. Dr. Osmar V. Rodrigues do Curso de Design da Unesp Bauru, como resultado de parte de seus trabalhos experimentais durante o desenvolvimento de seu PhD em Design Automobilístico no Royal College of Art, tendo sido premiado em 2006 com o Innovation RCA Selected Works. A invenção, a qual já tem seus direitos de propriedade industrial adquiridos e protegidos, ainda necessita, em seu projeto, de mais 2 anos de desenvolvimento, principalmente em relação ao seu modelamento matemático e seus aspectos dinâmicos de rodagem, para que possa então ser submetido à testes práticos. 

Osmar Vicente Rodrigues 

 

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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