General Electric construirá centro de pesquisas no Brasil

Postado por João Paulo Em 22 de February de 2010

Fonte: Inovação Tecnológica

[photopress:ge.jpg,full,alignright]O presidente mundial da General Electric (GE), Jeffrey Immelt, anunciou que sua empresa escolheu o Brasil para a instalação de um centro de pesquisa e desenvolvimento. Este será o quinto centro de P&D da GE no mundo – a empresa já tem unidades nos Estados Unidos, Alemanha, China e Índia.

No Brasil as pesquisas deverão se concentrar nas áreas de petróleo, gás, energia e aviação, setores já desenvolvidos pela empresa no País, que atua em várias outras áreas no exterior.

Polos econômicos e tecnológicos

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, afirmou que auxiliará a empresa a definir o local e as áreas de trabalho do centro de pesquisa. “Vamos cooperar indicando instituições com as quais eles podem conversar até tomarem a decisão. A GE sabe que o Brasil tem polos econômicos e tecnológicos importantes, como Campinas, São Paulo, São José dos Campos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Pernambuco”, disse.

O interesse da GE é atuar de forma mais integrada com seus clientes brasileiros, como Petrobras, Vale e a Embraer. “Quero estar mais próximos dos meus clientes. Essa é a maneira de demonstrar nosso comprometimento com o Brasil”, afirmou o executivo.

Após o anúncio, o presidente da GE realizou reuniões com representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Expansão da produção

Além do centro de pesquisa, a empresa, que desenvolve basicamente infraestrutura, investirá US$ 118 milhões em expansão da capacidade de produção no Brasil.

Segundo a empresa, US$ 50 milhões serão destinados a construção de uma fábrica de equipamentos de saúde, em Contagem (MG); US$ 35 milhões numa empresa de manutenção de turbina de avião, em Petrópolis (RJ); US$ 21 milhões são para a produção de equipamentos de perfuração das plataformas de petróleo e US$ 12 milhões restantes serão aplicados em uma fábrica de locomotivas para transporte de cana-de-açúcar, em Minas Gerais.

Desse investimento, a GE já fechou um contrato de venda de 50 locomotivas para a Cosan Combustíveis e Lubrificantes.

A General Electric atua no Brasil há 90 anos, tem 15 fábricas e emprega seis mil funcionários. Com os novos investimentos, mais 600 pessoas devem ser contratadas. Em 2008, a subsidiária brasileira faturou US$ 3,3 bilhões.

Empregos de ponta

O local de instalação do novo centro de pesquisa e desenvolvimento deverá ser anunciado no primeiro trimestre de 2010. Segundo Immelt, a unidade deverá estar pronta até o final do ano.

Segundo o presidente da subsidiária brasileira da GE, João Geraldo Ferreira, serão criados entre 150 e 300 novos empregos. “Num primeiro momento, nossa prioridade será local e vamos desenvolver produtos com perfil para atender a demanda atual no Brasil e nos preparar para o futuro. Só depois buscaremos distribuir parte [dos produtos] a outros países.”

A definição da localidade levará em consideração a proximidade com universidades e o mercado de consumo em potencial. Ele não quis adiantar os valores a serem investidos no centro de pesquisa tecnológica.

A escolha pelo Brasil, afirma, deve-se aos bons indicadores econômicos, ao controle de inflação e à solidez da democracia brasileira, além da qualidade da mão de obra. “O Brasil reúne condições que interessam qualquer corporação”, destacou Ferreira.

50 anos de laser: uma tecnologia disruptiva

Postado por João Paulo Em 22 de February de 2010

Fonte: Ciência Hoje

Há precisamente meio século – em 17 de Maio de 1960 – o cientista Theodore Maiman conseguiu emitir, de forma controlada, um raio de luz utilizando cristal de rubi.

Ou melhor, dominou os princípios que estão na base da Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação, em inglês, Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, mais conhecido como Laser.

* Cirurgião, presidente da ALTEC.pt, Comité Científico Laser Europe 2010 e colunista de Ciência Hoje


Devem-se a Einstein os fundamentos do Laser, que os estudou em 1916, a partir das leis de Max Planck. Foi no entanto em 1953 que Charles Hard Townes desenvolveu o primeiro “Maser”, que emitia microondas em vez de luz visível. Simultaneamente, os soviéticos Nikolai Basov e Aleksander Prokurov desenvolviam estudos sobre a mesma tecnologia.

Mas se Maiman foi o primeiro a colocar em prática o Laser, o prémio Nobel foi no entanto atribuído a Schawlow e Townes que, pela primeira vez, anunciaram os princípios do Laser. Foi em 1961 que esta tecnologia foi utilizada numa intervenção cirúrgica, em Nova Iorque.

Actualmente o Laser é utilizado em praticamente todas as especialidades médicas e cirúrgicas, desde a oftalmologia, neurocirurgia, otorrino, cardiovascular, dermatologia e medicina estética. Tornou-se assim uma tecnologia disruptiva, ao apresentar-se como alternativa a técnicas clássicas, promovendo procedimentos mais simples e económicos.

As tecnologias disruptivas possuem esta característica: transformam procedimentos complexos em procedimentos mais simples e codificados, muitas vezes realizados por técnicos bem treinados e não super-especialistas (Christensen).

[photopress:laser.jpg,full,centered]A biofotónica, bem como outras técnicas médicas usadas em tratamentos e diagnósticos, têm sido baseadas sobretudo na sua actividade destrutiva sobre as células e tecidos humanos e animais. Os sistemas de Laser e as lentes associadas usam as propriedades da luz para esse efeito, mas existe ainda um vasto campo de conhecimento por explorar, principalmente no campo da fotodinâmica. Até agora, os efeitos térmicos, fotomecânicos e fotoquímicos têm sido os mais utilizados, mas o futuro trará os efeitos da bioestimulação tecidular.

Ou seja, os desafios futuros do uso desta tecnologia em medicina e cirurgia vão no sentido da miniaturização dos equipamentos, dos implantes fotónicos, no diagnóstico fotodinâmico e terapêutico (PDT) e na imagem de alta resolução sem radiações.

Esta última, aliás, conta já com um grande contributo português, graças a Irina Trifanov, que desenvolve o seu doutoramento em Portugal e trabalha na Multiwave Photonics, sediada na Maia, e que foi galardoada com o prémio ALTEC 2009.

Esta investigadora da Universidade de Kent descobriu uma nova fonte de Laser baseada em fibra óptica, uma tecnologia inovadora que promete baixar custos e miniaturizar os equipamentos. Que melhor comemoração para os 50 anos do Laser em Portugal?

Rádios Universitárias

Postado por João Paulo Em 20 de February de 2010

Potencial a ser explorado para divulgação da ciência

[photopress:radio.jpg,full,alignright]No caminho para a escola ou o trabalho, seja no carro ou pelo fone ligado ao celular guardado na mochila de quem anda de ônibus ou de bicicleta, o rádio continua sendo um dos veículos de comunicação mais presentes na vida dos brasileiros de todas as idades. E as emissoras de rádio abrigadas em universidades poderiam ser um importante canal a mais para a divulgação do conhecimento produzido no meio acadêmico para esse amplo e diversificado público. Esse potencial, no entanto, segundo estudos recentes, ainda é pouco ou mal explorado.

O Brasil tem, atualmente, 56 rádios vinculadas a universidades, das quais 31 são de instituições privadas, 20 são de universidades federais e 5 de universidades estaduais. Em Pernambuco, a federal tem duas estações, uma AM e uma FM. No Rio Grande do Sul, as quatro federais têm emissoras próprias, uma das quais é a mais antiga do país. Em 1950, o curso de engenharia da UFRGS inaugurou transmissões que serviam como laboratório para atividades didáticas. Embora o reitor tivesse conseguido obter, dois anos depois, um sinal verde do gaúcho Getúlio Vargas, então na presidência da República, para ter um canal de ondas médias, é apenas em 1957 que começa a operar oficialmente a Rá­dio Universidade na frequência 1080 kHz, que ainda permanece.

Em 2007, Sandra de Deus, professora da UFRGS e ex-diretora da rádio, orientou um trabalho de monografia segundo o qual certos programas que divulgam a produção da universidade têm como única fonte o próprio pesquisador ou apenas reproduzem o que já saiu no portal da instituição. E esses programas de caráter informativo são curtas inserções intercaladas à programação musical, dominada pela música erudita: ela ocupa 85% do tempo, nas transmissões. Segundo Sandra, a rádio, nesse caso, contempla apenas os ouvintes que já são apreciadores desse gênero musical e não tem nenhuma estratégia de penetração para despertar o interesse entre ouvintes que não o conhecem.

“Penso que esse deveria ser um ponto a ser colocado em um plano de gestão das rádios universitárias e desta (a da UFRGS) especialmente. Quando dirigi a rádio (no início dos anos 2000), fiz um plano de gestão visando renovar a programação”, afirma. Ela cita o pesquisador mexicano Irving Berlin Villafaña que defende o planejamento das rádios universitárias com base na audiência e em suas demandas, mas diz que a pluralidade na programação não implica apenas em apresentar novas possibilidades musicais, e sim novos formatos de programa jornalístico. “Há alguns anos, depois de muita resistência, consegui colocar no ar o programa Motivos de campo, fruto de uma ação de extensão, sobre cultura gaúcha”, conta. Apesar de não estar mais no horário nobre, como no início, o programa continua no ar até hoje.

Um estudo apresentado em setembro de 2009 no XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, sobre a divulgação de ciência e tecnologia em rádios universitárias mineiras, atribui à dificuldade orçamentária das emissoras educativas a falta de conhecimento sobre o seu público e o que ele espera ouvir, mas diz que é preciso vencer esse desafio. “O aspecto não comercial dessas emissoras, muitas vezes, deixa em segundo plano a preocupação com a audiência, diferente de uma emissora comercial que necessita desta inclusive para fechar novos contratos publicitários”, afirma Marta Maia, professora da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), uma das co-autoras do trabalho.

A maioria dos programas analisados nesse estudo, a exemplo do que acontece nos informes científicos da rádio gaúcha, têm como única fonte os pesquisadores da própria universidade, além de terem a predominância do formato tradicional de entrevista. A exceção, segundo o trabalho das pesquisadoras, é uma edição do programa Ufop Ciência dedicada ao tema da disfunção erétil, que usou o forró Ovo de codorna, de Luiz Gonzaga, como tema de fundo, e ouviu as perguntas e os comentários de pessoas comuns, nas ruas, sobre o assunto. “A linguagem radiofônica guarda uma relação direta entre conteúdo e forma, que, hoje, dado o avanço tecnológico, é muito tênue. O estigma de que tudo que se refere à ciência tem que ser ‘sério’ permeia boa parte das produções, que deixam, muitas vezes, de levar em consideração que algo pode ser sério e informal ao mesmo tempo. Seriedade não implica em sisudez. Acho que a falta de contexto, inúmeras vezes, também pode ser responsável por formatos convencionais”, diz Marta.

Se a restrição orçamentária, por um lado, impede a realização de pesquisas para conhecimento do público e de suas demandas, esse não seria o problema para se fazer programas que fujam do convencional e contemplem entrevistas com pessoas de fora da universidade, segundo a pesquisadora da UFRGS. “Já teve esse entrave no passado. Nos anos 1990, especialmente, essas rádios foram abandonadas pelas universidades. Hoje, elas não fazem (um jornalismo plural) porque não querem. Têm recurso e não têm pessoal preparado para a execução do jornalismo”, diz Sandra. “Não deveria ser assim, se pensarmos que a universidade é o lugar da heterogeneidade. Infelizmente é, não por uma imposição político-administrativa, mas por uma falta de vontade de todos. É mais cômodo”, avalia.

Marta Maia não apenas concorda como faz uma comparação entre a pluralidade no jornalismo e o próprio fazer científico. “Há que se considerar o contraditório no processo de produção da informação, assim como no campo do conhecimento. Quando se fala no aspecto contraditório, não se está falando, necessariamente, em elementos negativos, mas sim em aspectos que poderiam ser contemplados e não o foram, ou ainda em outras pesquisas que levantam questões pertinentes ao assunto”. Para ela, o questionamento e a crítica devem fazer parte não apenas do processo jornalístico, mas, sobretudo, do campo científico, mas acabam sendo deixados de lado no momento de divulgação da ciência.

A pesquisadora mineira destaca que as novas tecnologias contribuem para facilitar a pluralidade dos depoimentos. “É possível entrevistar uma pessoa em outro país, captar esse áudio e utilizá-lo em um programa radiofônico”, exemplifica. Mas isso, segundo Marta, não impede o repórter de rádio de ouvir as vozes das ruas, o que ela considera imprescindível. “Se o burburinho das ruas não aparece no rádio é porque o estúdio ficou restrito, literalmente, às suas paredes, o que não coaduna com os propósitos históricos do veículo, conhecido como caixa de ressonância da sociedade”, conclui.

A ex-diretora da rádio da UFRGS defende que as emissoras universitárias, especialmente as de instituições públicas, tenham uma programação diferenciada em relação às rádios comerciais. “Seu forte tem que ser a produção de documentários e a cobertura dos temas que não passam pelo rádio tradicional. Se não for assim, qual a razão de uma universidade pública possuir uma emissora de rádio?”, questiona Sandra. O desafio, portanto, para aproveitar melhor o potencial das rádios universitárias para a divulgação da ciência, é aprimorar o trabalho jornalístico, fugir da comodidade de ficarem restritas às entrevistas convencionais apenas com as “pratas da casa” e aproveitar as possibilidades da linguagem radiofônica para não cair na chatice. Uma boa oportunidade para se discutir isso é o próximo Encontro Nacional de Rádio e Ciência. A terceira edição desse evento, criado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia em 2006, será realizada este ano em Recife, em data ainda não definida.

Rodrigo Cunha

Fonte: Revista Ciência e Cultura – SBPC – Unicamp

Visão 3D para projetos

Postado por João Paulo Em 19 de February de 2010

[photopress:leo.png,full,centered]Para quem trabalha, já trabalhou ou pensa em trabalhar na área de projetos, um dos primeiros desafios encontrados é a modelagem 3D. No Brasil e no mundo, há vários softwares especializados nisso. Tais como Solid Edge, Solid Works, Catia, Auto Cad, entre outros.

Mas no vídeo a seguir você verá uma revolução na área. O projeto Leonar3Do é o que há de mais novo no cenário de projetos em três dimensões. O sistema cria uma realidade virtual que insere o usuário de forma bem interativa. O usuário pode ser leigo no assunto, basta sentar em frente ao monitor, colocar o óculos e trabalhar com a caneta. No projeto, comprovaram o fácil uso do equipamento deixando crianças de 10 a 12 anos “brincarem” com ele.

Com o equipamento é possível desenhar no espaço, criando modelos de embalagens, brinquedos, jogando, enfim, fazendo parte do conceito de “realidade misturada”.

Mais informações você encontra no site do projeto, clique aqui.

Fonte da imagem: http://www.leonar3do.com/

Os efeitos reais da velocidade da luz nos astronautas

Postado por João Paulo Em 19 de February de 2010

[photopress:astronautas.jpg,full,centered]

[photopress:prof.jpg,full,alignleft]O que aconteceria à tripulação de uma espaçonave viajando a 99,999998% da velocidade da luz? William Edelstein, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, tem a resposta: doeria. E muito.

Edelstein, especialista em radiologia, usou a teoria da relatividade de Einstein e concluiu que os astronautas morreriam instantaneamente de excesso de radiação, devido à energia cinética dos átomos ao redor da nave. Os átomos de hidrogênio flutuando no espaço iriam chegar a 7 teraelétron-volts de energia, o equivalente a ficar no centro do Grande Colisor de Hádrons à potência máxima. Mesmo com uma carcaça de 10 centímetros de espessura, 99% da energia a atravessariam, destruindo os humanos e os circuitos internos.

A conclusão dele: “Os átomos de hidrogênio são minas espaciais inevitáveis.”

Felizmente, as naves espaciais podem ser muito mais do que motores gigantescos e carcaças de 10 centímetros de espessura. Alternativas teóricas, como a nave Alcubierre ou a nave de dobra espacial do Dr. Obousy não viajariam mais rápido que a velocidade da luz, mas dobrariam o espaço ao redor delas. E quem sabe o que descobriremos em nossa busca para chegar às estrelas. Afinal, nós humanos ainda estamos tentando entender a maior parte do Universo ao nosso redor.

Fonte: Gizmodo

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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