Pesquisas polares ainda não têm estrutura básica

Postado por João Paulo Em 11 de February de 2010

[photopress:cferraz.jpg,full,centered]Embora o governo militar tenha anunciado a presença brasileira na Antártida com o propósito de capturar krill, o pequeno crustáceo local, a verdadeira razão foi geopolítica. Problemas anteriores coma  a Argentina – como a construção de Itaipu – dificultaram a situação em caso da reabertura do Tratado Antártico, em 1991, de se decidir pela partilha do continente entre as nações comprometidas com pesquisas local.

Foi por essa razão que o Brasil comprou um antigo navio de pesquisas polares alugados pela França e o rebatizou como Barão de Teffé para se integrar ao Tratado e, em seguida, ser aceito como membro consultivo, ou seja, com direito a voto em qualquer decisão que fosse tomada na reunião de 1991.

Para marcar presença na Antártida, foi construída a base “Comandante Ferraz”, na ilha Rei George. Mas, mais de um quarto de século depois, as pesquisas ainda não foram dinamizadas, o Brasil não construiu uma base no continente nem se beneficia de um navio de pesquisa polar.

Fonte: Scientific American Brasil “História da Ciência no Brasil”, volume 3

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Em São Paulo, Fapesp responde por boa parte do estímulo à pesquisa

Postado por João Paulo Em 1 de February de 2010

Fonte: História da Ciência no Brasil número 3 – Scientific American Brasil – Página 51

[photopress:fapesp.gif,full,alignleft]E âmbito estadual, não é por acaso que São Paulo destaca-se como maior produtor de ciência e tecnologia no país. Isso não se explicaria na ausência da Fapesp, cuja trajetória no financiamento e implementação de projetos de pesquisa em todas as áreas do conhecimento fez com que angariasse prestígio e reconhecimento nacional e internacional, incluindo honrosas menções da National Science Foundation dos Estados Unidos.

Sem abrir mão das bolsas e financiamentos à pesquisa básica e aplicada nas universidades, a Fapesp passou a enfatizar, conforme já consta de seus estatutos, a pesquisa tecnológica. Foram criados programas no sentido de implantar, estimular e consolidar a prática de pesquisa por parte de empresas, com contrapartidas destas e interação com as universidades, entre os quais estão o de Parceria para Inovação Tecnológica (Pite), o Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (Pipe) e os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids).

O Pite, programa lançado em 1995, financia trabalhos realizados em parceria entre pesquisadores vinculados a instituições do estado de São Paulo e empresas de diferentes portes, objetivando o desenvolvimento de novos produtos ou processos. A parte da pesquisa realizada pela instituição de pesquisa é financiada pela Fapesp, sem a contrapartida de retorno, enquanto a empresa arca com o custeio de parte sob sua responsabilidade.

O Pipe, lancado em 1997, tem como objetivo o apoio a investigações relacionadas à inovação tecnológica, desenvolvidas em organizações de pequeno porte, com financiamento concedido a pesquisador vinculado ou associado a elas, e voltado para problemas relacionados à ciência, tecnologia, engenharia ou educação científica e tecnológica, tanto no sentido de incrementar sua competitividade como de oferecer contribuição econômica e social para o país. Centros de pesquisa multidisciplinares que também pudessem transferir seus resultados para a sociedade começaram igualmente a ser criados no estado pela Fapesp, como os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cedips). Entre as vias de transferência dos conhecimentos aí gerados estão as parcerias com empresas privadas ou órgãos públicos, assim como a interação com o sistema educacional, incluindo a educação básica.

Tomando a iniciativa ainda em projetos pioneiros e envolvendo a parceria agora entre instituições de pesquisa estaduais, federais e particulares, prefeituras, secretarias de estado, organizações não-governamentais e outras entidades civis, visando maior aproximação com a sociedade, em 1998 a Fapesp lançou o Programa de Pesquisas em Políticas Públicas. Como constante da publicação Notícias Fapesp (setembro de 1999), “As pesquisas devem beneficiar a formulação e a implantação de políticas públicas em diversas áreas, como administração e gestão, ambiente, agricultura e pecuária, educação, saúde, cultura e história, entre outras”.

Sobre Mim

Ciência e Tecnologia: duas palavras que me encantam desde pequeno. A melhor coisa que tem é você fazer o que gosta, e hoje estou na Engenharia Mecânica, na Faculdade de Engenharia de Bauru, UNESP. Pesquisas científicas e desenvolvimento de projetos são meus objetivos. Abaixo, meu currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/1198397415430883

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