Motor flutuante dispensa eixo e gira sobre água

Holly Sheahan – Royal Society of Chemistry – 31/05/2010 [inovação tecnológica]

[photopress:010165100531_minimotor_voador.jpg,full,alignright]Cientist as japoneses criaram um motor rotativo apoiado unicamente em uma gota de água, girando em seu interior quando um campo elétrico é aplicado à gota.

O feito tem grande potencial para uso em dispositivos ópticos e nos biochips.

Motor fluídico

Hoje, são usados fluidos transparentes com altos índices de refração para controlar o movimento ou a inclinação de microplacas, que por sua vez controlam a passagem da luz usada para controlar as reações ou detectar compostos químicos no interior dos biochips.

Os cientistas já haviam conseguido fazer com que as placas se movessem na horizontal e na vertical, mas até agora nenhum grupo havia conseguido fazer um movimento giratório.

Como os polarizadores ou as redes refratoras normalmente têm suas funções controladas por movimentos rotacionais, um “motor fluídico” era um objetivo longamente perseguido.

Motor flutuante

O feito foi alcançado pelo Dr. Atsushi Takei e seus colegas da Universidade de Tóquio, que exploraram um fenômeno conhecido como electrowetting, ou eletroumectação – a capacidade de controlar eletricamente como os líquidos interagem com superfícies sólidas.

O motor é formado por um rotor metálico, não circular, depositado sobre uma gota de água ou outro fluido.

Para fazer a energia chegar ao motor flutuante, foram construídos eletrodos dispostos ao redor da gota. Com a alteração da tensão aplicada aos eletrodos, a gota se deforma, criando um torque entre a gota e o rotor, fazendo com que o rotor gire.

Motor transparente

Os pesquisadores enfatizam que a maior vantagem do seu motor flutuante é que ele pode ser fabricado inteiramente com materiais transparentes, o que o torna totalmente adequado para aplicações ópticas.

Eles agora pretendem partir para a miniaturização dos motores flutuantes, porque os dispositivos ópticos estão sendo construídos cada vez em menor escala. Segundo o grupo, o maior desafio é que, quanto menor a escala, mais difícil se torna controlar as forças sobre a gota.

Fórum de extensão: SUCESSO

Há alguns dias atrás postei algumas informações sobre o Fórum de Extensão Universitária do Câmpus de Bauru (UNESP). Dessa vez venho, por meio deste, comentar o sucesso atingido pelo evento.

Durante os dias 26 e 27 de abril, a Unesp de Bauru, formada pelas Faculdades de Engenharia (FEB), Ciências (FC) e Artes, Arquitetura e Comunicação (FAAC) com o apoio da empresa Jr. RP JR e da Fundação para o Desenvolvimento de Bauru (FunDeB), Fundunesp e Proex, apresentou o FÓRUM DE EXTENSÃO.

No evento estavam presentes grandes mentes das principais universidades do país, que discutiram métodos, procedimentos, condições atuais, qualidade e aplicação da Extensão, bem como sua importância para a sociedade e para os alunos universitários.

Grandes projetos foram apresentados no evento, sobre as mais diversas áreas do conhecimento. Eu mesmo apresentei sobre meu projeto de extensão, “Difusão da tecnologia CAD e CNC como ferramenta básica de criação e produção em pequena escala, acessível à comunidade”. Além desse projeto, outros foram de destaque, tais como o Projeto de Aerodesign desenvolvido no câmpus, apresentado por um amigo, Marco Aurélio Matunaga. Também estiveram presentes projetos sobre energia renovável, oficinas de robôs, e reaproveitamento de resíduos sólidos no câmpus. Este último foi um dos premiados por seu conteúdo, apresentado por outro amigo, Murilo Borges Campos Tonhati.

A qualidade do evento foi de se destacar, onde pudemos ver, durante as apresentações, a qualidade e a grande quantidade de projetos que são desenvolvidos em nosso câmpus, porém que muitas vezes nem sabemos, pois acabam por se apagar em mídias internas, isso quando são divulgados. Esse ponto foi um dos discutidos na finalização do evento. Foi sugerido por alguns participantes a maior divulgação do evento nas mídias regionais, para que se possa alcançar maior público possível da sociedade não só acadêmica.

Os vice-diretores das três faculdades da Unesp de Bauru (FEB, FAAC, FC), estiveram presentes na cerimônia final, onde puderam ouvir sugestões, como a citada anterior, e também agradecer a participação de todos. Eles discutiram a possibilidade de se desenvolver alguma mídia interna, ou externa, específica sobre projetos de extensão universitária, visto que o número de inscritos no evento foi muito mais do que o esperado, sugerindo então um maior foco educacional e informativo.

Destacando a Extensão Universitária

Muita gente comenta sobre projetos, iniciação científica e estágios. Esse papo não é apenas de quem acaba de entrar na faculdade, doido para saber as oportunidades que o esperam. Muitos alunos antigos, os veteranos, vêem na universidade grandes ajudas tanto para o conhecimento quanto para a vida profissional. É nesse contexto que surgem as EXTENSÕES UNIVERSITÁRIAS.

Envolvidos pelas matérias já consagradas em cada curso, o aluno de graduação acaba tendo seu tempo apertado, principalmente para aqueles que cursam integralmente. Porém, mesmo assim, há quem goste de se envolver em atividades extra-curriculares para agregar conhecimento e ver na prática sua própria formação.

Os projetos de extensão universitárias estão presentes, em sua maioria, nas universidades públicas, que no caso do Brasil são as principais desenvolvedoras de novidades que passam a ser utilizadas na vida cotidiana. Caso comum é da tecnologia e da ciência. Nas universidades brasileiras há diversos projetos orientados por professores renomados e muitas vezes pós-doutorados em assuntos de abrangência geral.

Hoje, muitas empresas solicitam como pré-requisito na hora de contratação, participação em projetos extra-curriculares. São exemplos comuns a participação em competições da SAE Brasil e Internacional, que realiza disputas entre as universidades em categorias como Aerodesign, Baja e Fórmula SAE, onde os alunos desenvolvem projetos e aplicam os conhecimentos da Engenharia. Algumas empresas também exigem pelo menos uma iniciação científica.

Sendo assim, levando-se em conta as vantagens que esses projetos fornecem ao estudante universitário, algumas faculdades se vêem na obrigação de realizar eventos que mostrem os projetos desenvolvidos dentro do câmpus e abrem portas para críticas e sugestões. É o caso da Unesp, campus de Bauru.

[photopress:u.jpg,full,alignright]A Faculdade de Ciências de Bauru (FC), juntamente com a Faculdade de Artes Arquitetura e Comunicação (FAAC) e a Faculdade de Engenharia (FEB), todas da Unesp, estão desenvolvendo esse mês, nos dias 26 e 27, um FÓRUM DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA. A presidente da comissão do evento é a professora doutora Denise Fernandes de Mello, do departamento de Física da FC.

O evento também é o VI Fórum e a 3ª Mostra de Extensão Universitária da Faculdade de Ciências. A programação inclui palestras, mesas redondas e mostra de trabalhos e está disponível no site. O Fórum tem por objetivo:

  • discutir o Significado da Extensão Universitária nas Instituições Públicas do Estado de São Paulo, com a participação dos Pró-Reitores de Extensão Universitária da UNESP, UNICAMP, USP e UFABC;
  • analisar as Tendências e Perspectivas da Extensão Universitária da UNESP e, especialmente, dos Projetos de Extensão Universitária da Faculdade de Ciências, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação e Faculdade de Engenharia do Câmpus de Bauru;
  • identificar novas parcerias na comunidade bauruense, para ampliar e valorizar as ações de Extensão Universitária do Câmpus de Bauru;
  • proporcionar uma maior integração dos saberes e experiências entre os docentes-pesquisadores, alunos de graduação/pós-graduação e participantes da comunidade bauruense e região dos Projetos de Extensão Universitária;
  • disseminar os conhecimentos acadêmicos, científicos e culturais dos Projetos de Extensão Universitária desenvolvidos pelos docentes e discentes do Câmpus de Bauru, propiciando à comunidade em geral aprimoramento conceitual, possíveis aplicações e, conseqüentes melhorias sociais;
  • buscar maior integração e aprendizagem entre os participantes, professores e alunos responsáveis pelos Projetos;
  • propiciar aos docentes – pesquisadores e discentes pontos de análises no que se refere ao ensino de graduação e pós-graduação, à pesquisa e o princípio de indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão universitária, bem como, discutir a relação teoria e prática dos conhecimentos acadêmicos e científicos.
  • VEJA AQUI A PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Faça suas experiências

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Mais uma dica bem legal… O site PONTO CIÊNCIA, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é um portal organizado por professores, alunos e público em geral em uma comunidade virtual de entusiastas da ciência. Traz instruções passo-a-passo, com fotos e vídeos, de experimentos de química, física e biologia.

Se você está cansado de não fazer nada no final de semana, que tal aprender um pouquinho de ciência se divertindo com um projetinho bem legal?

Acesse o site: www.pontociencia.org.br

Abaixo, um exemplo de vídeo que está no portal Ponto Ciência.

Ciência e Teatro

“ARTE E CIÊNCIA NO PALCO” faz uso da cultura teatral para expandir o conhecimento científico para a sociedade.

www.arteciencianopalco.com.br

O Projeto cênico de espetáculos científicos, do Núcleo Arte e Ciência no Palco, dirigido a educadores e estudantes dos ensinos fundamental, médio e superior e ao público em geral. O site apresenta repertórios como E agora Sr. Feynman?, after Darwin, Da Vinci pintando o Sete, entre outras. Destaque para Einstein e Copenhagen.

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O projeto foi pioneiro no Brasil
Foi criado em 1998 por Carlos Palma e Adriana Carui e com a chegada de novos integrantes, em 2001 se consolidou junto a Cooperativa Paulista de Teatro. O núcleo Arte Ciência no Palco ou ACP para os mais próximos dedica-se ao fazer teatral pensando no homem e na sociedade com a lente da ciência.
Investigar a relação da arte e da ciência é nosso objetivo.

Através do teatro, com sua imensa capacidade de envolver, emocionar e provocar, procuramos apresentar pelo “sentir” e pelo “pensar” os conflitos éticos da ciência.

Além de entreter, despertar o público para as responsabilidades e conseqüências dos avanços da ciência pode ser uma consequência muito produtiva. “A evolução tecnológica é de todos nós. Seus resultados fazem parte de nosso dia-a-dia.

Compreender seus princípios é fundamental para uma perfeita harmonia entre o indivíduo e a imensidão do universo”.


A idéia surgiu de “Einstein” (estreou em 1998 no Brasil)
que assistimos no Chile em 1995. A peça nos despertou
não só para a beleza conceitual que acompanha cada descoberta, mas para a possibilidade de investigar as angústias e os aflitivos dramas dos que pensam e praticam a ciência.
Quando repetidamente dizemos que a ciência não é só dos cientistas é para lembrar das nossas responsabilidades diante dos rumos que o conhecimento científico pode gerar em nossa civilização.


No seu repertório 12 espetáculos em 10 anos de atuação.
Reconhecido pelo público e pela crítica tem no histórico de seus espetáculos a participação no “Funarte Cidades”, o Mês Teatral da Prefeitura de São Paulo, o Prêmio Mambembe melhor ator, Prêmio Qualidade Brasil melhor espetáculo e indicação a melhor ator, três indicações em 2001 ao Prêmio Shell de melhor diretor, melhor iluminação e melhor cenário, por duas vezes recebeu o Prêmio Estímulo Flávio Rangel do Governo de São Paulo, contemplado com o Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e três indicações para o Prêmio Coca-Cola/Femsa em 2007.

“O teatro possibilita pensar a ciência e o ser humano e construir uma dimensão nova na percepcão do mundo”

ABAIXO, UM TRECHO DE UMA DAS PEÇAS:

VEJA OS VÍDEOS DAS APRESENTAÇÕES, NO CANAL DO YOUTUBE:

http://www.youtube.com/nucleoacp